A brilhante passagem de Bernardinho pela seleção masculina de vôlei chegou ao fim. Especulada já há algum tempo, a saída do treinador foi confirmada pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) na quarta-feira (11). Para o seu lugar, a entidade anunciou a contratação do ex-jogador Renan Dal Zotto, que trabalhava como diretor de seleções da CBV.
O carioca Bernardo Rocha de Rezende assumiu o comando da equipe masculina em 2001, após trabalho marcante pela seleção feminina, onde conquistou dois bronzes olímpicos, em Atlanta (1996) e Sydney (2000). Já em seu primeiro ano como técnico dos homens, o primeiro título, pela Liga Mundial – campeonato que conquistaria mais sete vezes ao longo dos quase 16 anos em que permaneceu no cargo.
Conhecido pelo estilo enérgico e firme com os jogadores, Bernardinho levou o Brasil a conquistas inéditas no vôlei, como o tri do campeonato mundial, em 2002, 2006 e 2010 e as duas medalhas de ouro olímpicas, em Atenas (2004), e no Rio de Janeiro, no ano passado. Nas Olimpíadas de 2008, em Pequim, e 2012, em Londres, a seleção masculina conquistou a prata.
Bernardinho também atua como técnico do Rexona-Sesc, atual tricampeão da Superliga Feminina no Brasil, e seu desligamento da seleção teria a ver com desgastem em função do excesso de trabalho.
Gaúcho no comando
Medalha de prata em Los Angeles (1984) ao lado do ex-treinador, o gaúcho Renan Dal Zotto, 56 anos, é o novo responsável pelo vôlei masculino do país. Natural de São Leopoldo, Dal Zotto iniciou a carreira como técnico em 1993, e chegou a conquistar títulos importantes, como a Superliga Masculina, em 2006, pelo catarinense Cimed. Desde 2008, quando assumiu o cargo de gestor do clube de Santa Catarina, ele não treina equipes.
Durante sua apresentação como técnico da seleção, Dal Zotto afirmou ter pedido o apoio de Bernardinho. “Quando fiquei sabendo do convite, a primeira coisa foi falar com o Bernardo. Precisava da colaboração, apoio e parecer dele”.