21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Esportes

Erechim Coroados quer fazer história

Time de futebol americano local sonha com ano de consolidação do trabalho desenvolvido

teste
Coroados quer realizar primeiros amistosos em 2017
Por Giulianno Olivar
Foto Romeo Filmes

Com pouco mais de um ano de atividades, o Erechim Coroados tem vários motivos para comemorar. Quem diria que o grupo de amigos que jogava - sem compromisso e sem muita técnica, segundo eles próprios - em campos improvisados se tornaria o primeiro time de futebol americano da "Capital da Amizade", com direito a iniciar 2017 realizando uma seletiva de atletas e com objetivos bem definidos e realistas para uma temporada que será de crescimento e consolidação não apenas da equipe, mas da própria modalidade.
Em um país em que o futebol é considerado patrimônio, nunca foi fácil tornar populares outros esportes ditos de menor apelo popular. Mas, aos poucos, esse cenário foi mudando, e o brasileiro descobriu novas paixões, como a Fórmula 1, o vôlei, o tênis e o MMA. Desde a última década, o Brasil tem visto o crescimento do esporte da bola oval, com a criação de equipes e a formação de ligas. Fazer com que a modalidade se firme em Erechim é um dos desafios do Coroados para que, consequentemente, ele próprio também se consolide. "Muita gente acredita que esse é um esporte que não dá retorno. Eu acredito que esse ano vai mudar por que teremos mais visibilidade" afirma o presidente e right guard da equipe, Telvi Echer Junior, confirmando a vontade do clube em realizar seus primeiros amistosos a partir do segundo semestre. "Não adianta treinar, treinar e treinar e não jogar. Estamos conversando com alguns times para jogar, e nossa ideia é tentar entrar no Gauchão a partir do ano que vem", revela o presidente/jogador.

Crescimento gratificante

Com 32 atletas no grupo, o Erechim Coroados realizou, no último domingo (22), um tryout (seletiva) para adicionar novos atletas. Por ser um esporte de intenso contato físico, as lesões são frequentes, e ter jogadores "sobrando" é sempre uma necessidade. O fato de já estar organizando tryouts orgulha Telvi, que comemora a profissionalização constante da equipe. "A gente treinava numa pracinha no [bairro] Koller, de chuteira e camiseta. Agora treinamos com equipamento em um campo cedido pelo [bairro] São Vicente de Paula. É outra coisa. É gratificante ver que em um ano nós crescemos tudo isso", conta.
Coach (treinador) do Corados, Tiago Vilodre começou no futebol americano no Sinop Coyotes, do Mato Grosso. Para ele, a velocidade com que as coisas estão acontecendo para o time erechinense é bastante animadora. "A minha experiência no Coyotes mostra que a gente demoraria bem mais para estar nesse nível em que estamos. Estamos bem confiantes para 2017", avalia o treinador.

Trabalhando a técnica e o psicológico

Por maior que seja a vontade do Coroados em disputar jogos e campeonatos, Vilodre afirma que é necessário desenvolver o trabalho por etapas, aperfeiçoando não somente a técnica, mas o psicológico dos atletas. "Não adianta querer atropelar. Temos muitas limitações. Provavelmente nos primeiros jogos não vai sair a vitória, mas vai servir como experiência. E a partir dessa experiência adquirida vamos criar um know-how para virar uma equipe competitiva", destaca o coach, que vê o grupo no caminho certo para alcançar as metas estabelecidas para os próximos anos. "Ainda falta maturidade técnica, mas esse ano vai ser para afiar isso. Temos muitos atletas jovens, e essa maturidade vem com o tempo, juntamente com a competitividade", afirma Vilodre.

Orgulho da camisa vermelha

Alguns dos meninos que brincavam de jogar futebol americano em pracinhas continuaram no time e sonham em fazer história no esporte. Caso do DL (deffensive line) Leonardo Marchioro, que se dedica - assim como todo o time - não só a jogar, mas também a estudar a modalidade a fundo. "Gostava do jogo, mas não entendia muito as regras. Aí comecei a pesquisar sobre a parte técnica. Todo mundo acha que é só paulada, mas tem muita técnica", diz o jogador, que não faz questão de esconder a honra de vestir a camisa vermelha do Erechim Coroados. "Eu me sinto orgulhoso de fazer parte da equipe e de levar o nome da cidade para fora. Estamos fazendo história", completa Marchioro.

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas

;