Porto Alegre, Erechim, Cornélio Procópio (PR), Caxias do Sul, Pelotas. A partir do dia 2 de fevereiro, quando começar o Campeonato Gaúcho, o Ypiranga terá uma rotina digna de uma banda de rock em turnê. Ao menos nos primeiros 15 dias. Com cinco partidas oficiais nesse período - quatro pelo estadual e uma pela Copa do Brasil -, o Canarinho terá que encarar um longo percurso de cerca de 4.400 km no início da temporada.
Além da intensa maratona, o time erechinense terá, já de cara, adversários complicados pela frente. A estreia do estadual será contra o Grêmio, em Porto Alegre. Três dias depois, receberá o Passo Fundo no Colosso da Lagoa. Mais três dias, em 8 de fevereiro, e será a vez de viajar até o Cornélio Procópio, no Paraná, para enfrentar o PSTC. Já no dia 12, Caxias do Sul é o destino, e o Juventude, o adversário. Finalmente, no dia 17, o Ypiranga se deslocará até o sul do estado para a partida contra o Pelotas - e, claro, retorna para Erechim na sequência.
Em nível de comparação, o Internacional fará seis jogos em 18 dias, entre Gauchão, Copa do Brasil e Primeira Liga, mas com a vantagem de disputar quatro consecutivos em Porto Alegre. O Grêmio, por sua vez, terá cinco partidas em 16 dias, das quais três são em casa. O vice-presidente do Ypiranga, Gilberto Pezzin, concorda que será um início de temporada puxado, mas que isso faz parte do jogo. "Temos que encarar partida a partida. Não tem como fazer diferente", afirma o dirigente, ressaltando que o Campeonato Gaúcho será difícil para todas as equipes, independentemente do calendário de cada uma. "A tabela é essa, foi sorteada assim. Não tem adversário fácil, os times estão nivelados", comenta.
Pezzin, contudo, alerta para a necessidade de o time fazer bons resultados nesse período, apesar das dificuldades. "É um risco. A gente tem que se cuidar e fazer o dever de casa, sempre buscando pontos fora", diz o vice-presidente. Das 11 rodadas do Gauchão, o Ypiranga jogará cinco em casa, contra Passo Fundo, Veranópolis, Novo Hamburgo, Internacional e Caxias.
Preparo físico
Com tantas viagens em um curto espaço de tempo, a preparação física dos atletas tende a ganhar mais atenção. De acordo com o preparador do Ypiranga, Cristiano Pozzer, o trabalho não difere muito do realizado nas últimas temporadas, mas alguns cuidados a mais têm sido tomados. "O que a gente tem dado ênfase é numa suplementação mais específica, numa parte de recuperação mais específica junto com a crioterapia", comenta Pozzer, que destaca a importância de se começar o trabalho de recuperação ainda no local da partida, em caso de jogos longe de Erechim. "Estamos buscando maneiras de ter esse suporte onde iremos jogar, a fim de ter uma recuperação rápida na parte fisiológica. Assim, faremos apenas uma readaptação quando voltarmos e os jogadores já estarão à disposição novamente", afirma o preparador físico.
Pozzer avalia como positivo o trabalho realizado até agora com o grupo do Canarinho. Ele ressalta que as atividades físicas desenvolvidas preparam os jogadores para qualquer contexto de jogo, independente do adversário. "Como vamos enfrentar algumas equipes de mais tradição, entramos em alguns contextos e aspectos psicológicos que podem influenciar ou não, mas a preparação física é toda feita de forma igualitária, nada mais específico ou diferente por que vai enfrentar situação A, B ou C", explica.