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Gaúcho relata momentos de apreensão após atentado em Barcelona

Por Rosa Liberman
Foto Arquivo Pessoal

As 17h05 em Barcelona, 12h05 horário de Brasília, da última quinta-feira, (17), vai ficar na memória de milhares de pessoas ao redor do mundo. Inclusive do ex-morador de Erechim, Jonas Lima, que chegou à cidade minutos depois do ocorrido.

O ataque terrorista assumido pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI) causou a morte de 13 pessoas e feriu mais de 100 quando uma van invadiu a região das Las Ramblas - uma das principais zonas turísticas da cidade. A informação é da EFE, segundo a Agência Brasil.

O motorista avançou com a van sobre os pedestres em La Rambla por cerca de 600 metros. No centro da via fica a parte exclusiva para pedestres e, nas laterais, a passagem de carros. A área do ataque é um dos pontos de maior circulação da cidade, especialmente por turistas, e centro de ligação de vários meios de transporte público.

As autoridades catalãs pediram o fechamento das estações do metrô e de trens nesta praça, em pleno centro da capital catalã. Horas mais tarde, um segundo ataque deixou um morto e seis feridos em Cambrils, a 120km de Barcelona. Segundo informaram à Agência EFE fontes do governo regional da Catalunha, é a primeira morte entre os seis pedestres feridos no atropelamento feito por cinco terroristas nessa cidade catalã. Os terroristas foram mortos posteriormente pela polícia.

 

O ataque terrorista

Nos arredores da avenida e da praça da Catalunha as pessoas viveram cenas de pânico, com muitos correndo assustados. Pouco depois do atentado, por volta das 18h, o gaúcho Jonas Lima, cuja família reside em Erechim, chegou a estação de trem vindo de Madrid, onde iniciou uma viagem pela Europa, de férias com um grupo de amigos. Segundo ele, antes mesmo de chegar já havia recebido mensagens informando sobre o ataque, mas “não tinha dimensão do que realmente havia ocorrido”.

Jonas conta que desde o momento em que chegou, precisou pegar trem para outra estação, já que a que deveria usar havia sido fechada. “Logo que chegamos vimos uma grande movimentação de turistas e policiais com cachorros. Mas não havia informação, nem orientação. Ficamos perambulando pelas ruas por cerca de 7 horas, com a bagagem, sem poder nos aproximar do hotel em que nos hospedaríamos, já que ele está localizado a 200 metros do ponto do atentado. Muitas pessoas estavam sentadas com as bagagens pelas ruas, sem informação e sem saber onde iriam passar a noite. Por volta das 2h da madrugada, depois de muito insistir aos guardas, conseguimos entrar no hotel. Mas grande parte dos turistas só tiveram acesso na manhã de sexta-feira”, conta.

Depois de viver momentos de tensão, sem saber se haveria outro atentado ou não, a sexta-feira amanheceu triste. “O semblante das pessoas era de consternação. Muitos moradores e turistas se reuniram no local do atentado depositando flores e velas. “O clima é de muita tristeza”.

O jornalista de 31 anos comentou em sua rede social que nunca pensou que chegaria tão perto de um ataque terrorista. “O clima é de tensão e incerteza”, disse. E tão logo contatou a família para informar que estava bem. “Foram momentos de tensão, sem saber para onde ir, com bateria de celular acabando, não nos localizávamos com o mapa. Foi complicado. Mas estamos bem”, conta.

 

Autoria do ataque

De acordo com a Agência Brasil, o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria do atentado terrorista ocorrido na quinta-feira (17) em Barcelona, informou a agência de notícias Amaq, ligada aos extremistas. A informação é da EFE.

Aparentemente, a van usada no atropelamento saiu da estação de metrô de Las Ramblas, circulou pela pista central desta avenida e bateu contra vários veículos no percurso, parando praticamente na entrada do Liceu (ópera de Barcelona).

Em março de 2004, militantes islâmicos colocaram bombas em vagões de metrô em Madri, que explodiram na estação de Atocha. O atentado deixou 191 mortos e mais de 1,8 mil feridos.

 

 

 

 

 

 

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