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Campanha da Fraternidade será lançada hoje

Por Assessoria de imprensa
Foto Antonio Grzybowski/arquivo

Nesta Quarta-feira de Cinzas (14) será lançada a Campanha da Fraternidade 2018. Em Erechim o bispo diocesano Dom José Gislon, celebra missa, às 18h, na Catedral São José, abrindo oficialmente a programação que se estende pelo período da Quaresma. A iniciativa é da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e terá como tema a construção da fraternidade, promovendo a cultura da paz, econciliação e da justiça, por meio da palavra de Deus. O lema será “Vós sois todos irmãos”. Em Brasília, às 10h da manhã, ocorre o lançamento nacional na sede da CNBB.

"A Campanha da Fraternidade 2018 visa também analisar as muitas formas da violência, suas causas e consequências, buscando caminhos de sua superação; valorizar a família e a escola como espaços de convivência e aprendizado do perdão; reivindicar políticas públicas para superação da desigualdade social e da violência, apoiando as diversas instituições sociais que trabalham pela superação deste problema. Para o texto base da campanha, uma das múltiplas formas de violência é causada pelo tráfico de drogas. Os índices de violência no Brasil superam significativamente os números de países que se encontram em guerra ou que são vítimas frequentes de atentados terroristas", informou por meio de nota a assessoria diocesana de comunicação.

Desigualdade social e violência

Segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano de 2016 da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil é a oitava economia mundial, mas também o décimo país mais desigual do mundo. Para o secretário executivo das campanhas da CNBB, Nelson Rosselli Filho "superar as várias formas de violência é tarefa de todos e exige compromisso de cada cristão e de cada cristã no enfrentamento das múltiplas formas de ofensa à dignidade humana que se naturalizam escandalosamente em nossa sociedade. É necessário passar de um sistema excludente, elitista e descartável para uma sociedade fraterna, responsável e includente", pontua.

 O coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Padre Aureo Nogueira de Freitas, enfatiza que o Brasil é uma sociedade injusta, excludente e extremamente desigual que exibe democracia sem cidadania. Ressalta que injustiça, exclusão e desigualdade desencadeiam as múltiplas formas de violência, incluindo a fome, o desemprego, a falta de moradia, de políticas públicas de proteção e promoção dos direitos.

Na mensagem para a quaresma, Papa Francisco adverte para o perigo de se “apagar o amor”: No final do Evangelho de São Mateus, respondendo a uma pergunta sobre o final dos tempos, Jesus anuncia aos discípulos que passarão por grande tribulação, aparecendo falsos profetas que enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho. Para o Papa, na mensagem para a quaresma deste ano, falsos profetas são os que se aproveitam das emoções humanas para escravizar as pessoas e levá-las para onde lhes interessa. "Acabam iludindo-as com a adulação do prazer de poucos instantes, confundido com a felicidade; seduzem-nas com a ilusão do dinheiro, o qual, na realidade, as torna escravas do lucro ou de interesses mesquinhos; a muitos jovens oferecem o falso remédio da droga, das relações passageiras, de lucros fáceis, mas desonestos; enredam a muitos numa vida completamente virtual, que se revela sem sentido. O Papa ressalta que o dinheiro é o grande mal que apaga o amor, cujas consequências se fazem sentir também na natureza", destaca o sumo sacerdote.

 

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