Publicidade

Geral

Estado e Fecomércio encaminham alternativas para qualificação de imigrantes

Situações dos haitianos e senegaleses foram discutidas na segunda-feira (6)

Situações dos haitianos e senegaleses foram discutidas na segunda-feira
Por Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

Uma rede de parcerias está sendo formada entre o governo do Estado e a Fecomércio para auxiliar os imigrantes, especialmente haitianos e senegaleses, que vivem do comércio informal. A iniciativa visa buscar novos parceiros para a formação profissional desses imigrantes bem como domínio da língua portuguesa e empreendedorismo.

A decisão foi tomada nesta segunda-feira (6) em reunião com a participação de diretores da Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Fecomércio e da Fundação Gaúcha do Trabalho (FGTAS).

Nos próximos dias, dirigentes de entidades representativas dos imigrantes serão ouvidos para uma avaliação sobre os cursos profissionalizantes mais adequados e infraestrutura necessária para a capacitação. A partir desta identificação outras entidades serão convidadas a participar da rede.

A diretora do Departamento de Direitos Humanos e Cidadania da SDSTJDH, Maria da Graça Paiva, fez um relato sobre as dificuldades enfrentadas pelos imigrantes, especialmente por causa das barreiras da língua e do não reconhecimento de diplomas, e apontou a qualificação profissional como uma saída para amenizar a situação.

O presidente do Sindioptica e dirigente da Fecomércio, Roberto Tenedini, disse que a situação está difícil, também, para os brasileiros. O mandatário frisou, porém, que uma solução precisa ser tomada para evitar o comércio informal que traz enormes prejuízos ao comércio e à população que acaba consumindo produtos inadequados como óculos.

O diretor técnico da FGTAS, Darci Cunha, relatou as dificuldades para conseguir colocação de emprego a imigrantes, porém, os que conseguem são reconhecidos pelos patrões como “muito bons”. A coordenadora de Igualdade Étnica e Racial da Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos, Tânia Neves de Paula, informou que, além da dificuldade com o idioma, os haitianos e senegaleses reivindicam a revalidação dos diplomas (onde não precisem refazer todo o curso) e sejam reconhecidos como imigrantes e não como refugiados.

Uma nova reunião entre representantes do governo do Estado e da Fecomércio definirá os primeiros cursos e a infraestrutura a serem oferecidos. Também participaram do encontro o diretor do Departamento do Trabalho da SDSTJDH, Denoir da Silva, a assessora do DDHC, Márcia Sigal, os técnicos da FGTAS, Carlos Muccavini e Gizelda Costa, e o advogado da Fecomércio Renan Gonçalves.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas