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Tempos que pedem mais atenção

"Contudo, o pai deixou de ser uma figura somente de autoridade, de limite, mas também de carinho e esse processo desse "novo pai", ainda está em construção"

É fundamental que haja um cuidado dos filhos e informação sobre a importância da atenção, do afeto
Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

Até 10 mil anos atrás a sociedade vivenciava uma era de predominância matriarcal, considerando a mulher o ser da criação. Com o passar do tempo, o desenvolvimento da inteligência, da agricultura, a mulher ficou mais ligada às atividades domésticas, ao cuidado dos filhos. Já o homem tinha um papel de mantenedor, de segurança. 

No começo do século XX surge a psicologia e começaram os estudos sobre os seres humanos e a sua formação. Diante disso, foi percebida uma interferência na constituição do ser humano diante da importância por parte do cuidado seja do homem como da mulher. 
Tal breve resgate histórico é do presidente da Escola de Pais de Erechim e vice-presidente da entidade no País, o médico Cezar Augusto Detoni. 
Já a partir dos anos de 1930 e 1940, começa-se a valorizar a figura do pai como importante na constituição do aspecto emocional, tanto do pai com o filho, mas também do pai com a mãe. 
"Com as mudanças dos últimos 50 anos, com a profissionalização das mulheres, muitas vezes os homens assumem uma atenção ainda maior no cuidado, afeto, podem ser concedidos por ambos, considerando que existem algumas coisas que até os dois primeiros anos de idade, que o papel das mães é preponderante, principalmente no que se refere à amamentação. Contudo, o pai deixou de ser uma figura somente de autoridade, de limite, mas também de carinho e esse processo desse "novo pai", ainda está em construção", explica. 

Desafios
Conforme Cezar, ao passo que os pais necessitam sair de casa e trabalhar, por exemplo, inicia a busca por estruturas que possam auxiliar no cuidado dos filhos. Contudo, segundo Detoni, não há uma instituição que tenha a mínima comparação com figuras maternas e paternas. 
"É fundamental que haja um cuidado dos filhos e informação sobre a importância da atenção, do afeto, da disponibilidade, principalmente até os cinco anos. Há países que já disponibilizam por exemplo, licença maternidade de três anos", destaca. 
Nesse contexto, o papel do pai, que nem sempre é percebido, possui um papel de amparo, de apoio desde a gestação para que o bebê possa desde a vida intrauterina ter tranquilidade. 
Ao mesmo tempo, em sociedade, ele comenta que com o trabalho e o anseio em adquirir produtos e outras coisas que não são fundamentais, diminuímos o tempo para as relações, as interações, que é exatamente o que vai definir a nossa felicidade. "Muito além das questões materiais, o que realmente vale é o convívio saudável ao lado das pessoas", ressalta.

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