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Geral

Apresentados os trajes oficiais da Corte da Frinape 2018

Evento realizado na noite de quinta-feira (4), no Polo de Cultura, também apresentou os patrocinadores oficiais da Feira

Rainha Talita Stéfani Lorenzetti e Princesas Naíra Eliza Menegat e Patricia Pilar Kubiac
Princesa Afro-brasileira, Kelly Roberta dos Santos Struns
Princesa Alemã, Júlia Bertolla Bichoff
Princesa Israelita, Luiza Roismann.JPG
Princesa Italiana, Sabrina Dalla Rosa.JPG
Princesa Nativa, Meridielli Cristina Braga.JPG
Princesa Polonesa, Eduarda Szynkaruk Forest.JPG
Por Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

            Uma noite de gala, assim foi o evento realizado no dia 4 de outubro, no Polo de Cultura, quando foram apresentados os trajes oficiais da Corte da Frinape 2018, com a descrição do que representa cada traje. Durante o evento também foram anunciados os patrocinadores oficiais da Feira, tanto os diretos como os culturais. A solenidade contou com a presença do Prefeito Luiz Francisco Schmidt; do presidente da ACCIE, Fábio Vendruscolo; do presidente da Câmara de Vereadores, Rafael Ayub; secretários municipais, integrantes das comissões que participam da construção da Feira, representantes das etnias e entidades que apresentaram as jovens para a Corte, imprensa e convidados.

            A grande novidade foi a apresentação dos vestidos da Rainha Talita Stéfani Lorenzetti e das Princesas Naíra Eliza Menegat e Patricia Pilar Kubiac, que para quem tem noções de história e conhece Erechim, percebeu toques sutis da iconografia histórica e da historiografia na leveza e luminosidade da fina e requintada renda utilizada. Nos vestidos confeccionados pelo arquiteto Mago Merlin Odacir Borges Ceccon e sua habilidosa equipe, se vislumbram as linhas do traçado inicial pensado por Torres Gonçalves, que utilizou-se de um modelo de traçado urbano da Grécia clássica e também copiado por Paris e Belo Horizonte.

            No refinado e expressivo modelo, outra voz da história se faz ouvir: são as colunatas da Prefeitura de Erechim. Os arquitetos e construtores traziam no imaginário os modelos europeus e aqui os recriavam. As colunas que foram colocadas na nossa Prefeitura pertencem à ordem Jônica, da arquitetura clássica grega, empregada no século V, época de ouro de Péricles. As colunas jônicas possuem capitéis com duas volutas, altura nove vezes maior que seu diâmetro; arquitrave ornamentada com frisos e base simples. Possui, igualmente 24 linhas verticais. Nos vestidos as colunas aparecem em estilização graciosa e contemporânea. Outro sussurro de Clío (a história) aparece sutilmente nas cores escolhidas. Neste momento ímpar e inesquecível da vida de Erechim optou-se pela nobreza da renda conjugada pela beleza tocante dos tecidos cujas cores leves e elegantes se aproximam das que eram utilizadas pela Casa Imperial Brasileira.

            Assim, sonhados e confeccionados, os vestidos bailam e festejam comemorando os Cem Anos de Erechim e se mostram festivos abraçando a população e a Cidade num gesto de comemoração sem fim.

            COROA E ACESSÓRIOS

            Para desenvolver os acessórios da corte foi realizado um processo de pesquisa e estudo para a produção de peças únicas e exclusivas. O processo de criação do desenho da Coroa foi pensado com base no tecido e nos "croquis" dos trajes das "soberanas". A principal característica da Coroa é o desenho de um coração no centro, que simboliza todo carinho pela nossa festa e pelo Centenário da nossa cidade. Ela foi desenhada com linhas clássicas na mesma linguagem dos trajes da Corte. Possui cerca de 9 cm de altura e mais de 3 mil pedras Swarovski. A única diferença entre as coroas da Corte é a cor, sendo a Coroa da Rainha em "furtacor" e das princesas em "cristal". A criação é da designer de joias, Nicole Baretta.

            PRINCESAS ÉTNICAS

            As Princesas Étnicas também tiveram seus vestidos descritos, a inspiração, concepção, tecidos utilizados, cores, assim como foram comentados os acessórios que complementam os trajes.

            Princesa Afro-brasileira: Kelly Roberta dos Santos Struns

            A confecção do seu vestido foi elaborada em homenagem à África, na herança cultural e na

identidade do povo negro, através da ancestralidade africana, contribuindo na formação dos povos e na cultura Afro-brasileira. Sua cor representa o negro, na cor da pele e suas raízes. O colorido da saia é em alusão à alegria, às festas Afro, à força vital, ao axé, às heranças plantadas na formação do povo Brasileiro, assim como na religião, culinária, música, esporte, vocabulário e na ampla construção histórica de nosso povo.

            O turbante significa símbolo de religiosidade, resistência, assim como manifestação de luta. Nas religiões africanas é elemento de elo com a dimensão espiritual. Usar um turbante, especialmente para as culturas africanas, e afro-brasileiras, é também um símbolo de resistência ao aculturamento, de afirmação de sua identidade e de luta contra a discriminação e o preconceito racial. Entender a história cultural do turbante, e principalmente o africano, é se reconectar com nossas origens, com o processo de formação da cultura brasileira.

            Os acessórios, colares e pulseiras: além de beleza e poder, esses acessórios desempenham uma função muito importante na cultura africana, os significados incluem orgulho, cultura, poder, identidade e diversidade. Suas cores traduzem também a força e fé. Os colares aparecem como objetos de identificação religiosas aos orixás e o seu reconhecimento como fator importante nessa vinculação de religiosidade Afro, além da proteção.

            Princesa Alemã: Júlia Bertolla Bichoff

            O vestido da Princesa Alemã é uma estilização moderna da moda que era usada na corte alemã, no Renascimento. Telas e desenhos do grande artista Albrecht Dürer retratam a época. A vida na corte era sofisticada, com eventos de caça, festas, danças e jantares de gala. Só para recordar um pouco da história, a classe média amava isso e copiava, com frequência, os costumes da nobreza, nas cortes, em seu dia a dia. Seu vestido foi confeccionado em veludo negro, com sobreposição em “zibeline” na cor “marsala”, que lembra a famosa cor do vinho das encostas onde corre o Rio Reno. Um toque de dourado que deixa transparecer um pouco de brilho na vestimenta. Para completar, flores aplicadas ao lado da cintura ajustada e nas mangas dão um toque leve e, ao mesmo tempo, uma visualização graciosa.

            Princesa Israelita: Luiza Roismann

            O vestido de veludo na cor azul representa a sabedoria, a inteligência e a fé do povo judeu. Já o branco das mangas a pureza, a luz, a honestidade e a paz. As correntes que envolvem o vestido, nas cores prata e dourado, representam os 400 anos de escravidão do povo hebreu no Egito. A Estrela de Davi bordada no vestido é um símbolo Judaico. Antigamente vários guerreiros do povo de Israel usavam este símbolo nos seus escudos durante as batalhas, como forma de proteção. O símbolo Chai, bordado ao lado da Estrela de Davi, é traduzido como vida e é utilizado pelos judeus para representar um amuleto de proteção e para que a vida seja cuidada por Deus.

            Princesa Italiana: Sabrina Dalla Rosa

            As ideias para a criação do vestido da Princesa Italiana foram baseadas nas cores da bandeira italiana: o verde dos campos, o branco das geleiras dos Alpes e o vermelho do sangue dos heróis que lutaram para que sete idiomas, sete exércitos e vários reinos, cidades livres, ducados e principados deixassem de lutar entre si e entre outros povos e unidos formassem um só e belo país. O vestido também, faz referência às mulheres camponesas durante a imigração ao Brasil.

            Princesa Nativa: Meridielli Cristina Braga

            O vestido da Princesa Nativa foi criado pensando nas marcas Kaingang e os clãs, muito importantes para a cultura indígena. Meridielli leva as marcas da linhagem Kamé, trazendo a marca do seu pai, a cultura milenar que passa de gerações a gerações e que continuam vivas até os meados de hoje. Por isso, ela representa, através do grafismo das suas marcas em seu vestido, que até mesmo as tribos kaingang do RS a reconhecem através disso.

            Princesa Polonesa: Eduarda Szynkaruk Forest

            A Polônia tem uma diversidade incrível de trajes folclóricos, cada um com as suas particularidades e repletos de significados. A concepção das vestimentas pode representar hábitos e costumes de cada povo, assim como a influência da cultura de países vizinhos. O traje escolhido pela Princesa Polonesa, Eduarda Szynkaruk Forest, é oriundo da cidade de Hrubieszów, no sudeste da Polônia. A escolha representa a cidade que é um dos polos da região de origem da família Szynkaruk. Para suportar os dias frios de inverno, as mulheres vestiam um colete justo, estendendo-se até os quadris. Em toda a peça há a presença de flores bordadas, para exaltar a beleza da natureza, motivo de inspiração e celebração. As saias tinham versões para o verão e o inverno. Elas tinham barrados pintados à mão por pintores judeus que perambulavam pelas ruas à procura de emprego. Eles reproduziam um padrão decorativo anteriormente gravado em uma tábua e pintado com tinta. Cada padrão era diferenciado e também tinha influências da natureza ou da vida daquele povo. As camisas de linho tinham um colarinho largo forrado e com babados nas mangas. A gola e os babados eram decorados com ponto cruz ou costura dupla em linhas quebradas, sempre na cor preta, com formas geométricas e motivos florais. O colar vermelho complementava a vestimenta em ocasiões especiais. Eles determinavam a riqueza da moça, através do número de cordas e o padrão de cada esfera.

            Prenda: Laura Lais Durli

            O vestido de Prenda é o que caracteriza e diferencia a mulher gaúcha das demais. O vestido da Prenda da Frinape 2018 foi pensado através da flor brinco de princesa, flor símbolo do Rio Grande do Sul, uma metáfora da delicadeza e da força transmitida através das combinações de cores vibrantes. O veludo combinado à renda traz a elegância dos trajes usados pelas mulheres de estancieiros e charqueadores nos tempos passados. E os pequenos babados em grande quantia representam a simplicidade da mulher campesina, sua vivacidade e alegria. Assim, retrata-se a atual mulher Gaúcha e Bota Amarela, sinônimo de força e resistência depois de passados 100 anos de história.

            PATROCINADORES OFICIAIS

            Durante o evento, foram anunciados os patrocinadores diretos e culturais da Frinape 2018, tendo sido eles reconhecidos com um troféu entregue pelo presidente da ACCIE, Fábio Vendruscolo, e pelo prefeito Luiz Francisco Schmidt. São eles:

            Patrocinadores Ouro: Sicredi e Unimed.

            Patrocinadores Bronze: Aurora Alimentos;  Banrisul, CooperAlfa, Unicred e URI.

            Patrocinadores culturais da Frinape 2018: Brastelha, Cavaletti S/A, Cercena, Futura Agrícola, Grupo Master, Grupo Vaccaro, Indra, Ke Soja, Mecânica Camilo, Peccin S/A, Plaxmetal, RGE, Santa Clara, Sementes Estrela, Soccol Barbieri, Transvidal e Triel-HT.

 

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