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Esportes

O coração dividido de Vereia

Nascido em pato Branco, craque foi ídolo no Atlântico

Vereia
Por Edson Castro
Foto Edson Castro

A primeira partida entre Atlântico e Malwee, na decisão da Liga Nacional de Futsal, no dia 5 de setembro de 2005 mal havia começado, e Vereia sofreu pênalti, que na sequência seria convertido por Edgar. Foi o primeiro dos dois gols do Galo naquela oportunidade, quando o time enfrentava a “toda poderosa” Malwee, na busca por um título inédito na competição. O 2 a 2 do primeiro jogo, aliado aos 3 a 2 para os catarinenses na volta, em SC, garantiram à Malwee, de Falcão & Cia, o título naquela oportunidade. Hoje, 13 anos depois, o Atlântico chega a mais uma decisão, e lá de longe, da Itália, onde está atuando há várias temporadas, o pivô Vereia conversou esta semana com a reportagem do jornal Bom Dia.

Durante o bate-papo, por telefone, ele ficou dividido: um dos primeiros ídolos da história do Atlântico nasceu sabe onde? Em Pato Branco. “Veja só que coincidência feliz, o meu clube de coração contra a equipe da minha cidade natal”, disse Vereia.

Dividido entre torcer para o Pato ou ao Atlântico, Vereia encontrou a melhor maneira de definir sua torcida: “este ano os dois times também decidiram a Taça Brasil. O Pato está começando a despontar no cenário do futsal brasileiro, ao contrário do Atlântico que já teve conquistas importantes e hoje é um time grande, respeitado nacional e internacionalmente. Então, já que deu Pato na Taça Brasil, que a Liga fique com o Atlântico agora, afinal também é esta a única conquista que o time ainda não tem”, disse entre risos.

Mas Vereia sabe bem as dificuldades de um time que está começando a construir sua história na Liga, afinal, em 2005, o Atlântico era um time ainda pouco conhecido. “Perdemos a final, embora tenha sido um momento único para Erechim, que após pouco tempo na Liga, já chegava à final. Situação do pato, que vive apenas sua segunda competição”, destacou.

Vereia sente-se ainda mais dividido quando o assunto é falar de Pato Branco, até porque até este ano, ele era o único pato-branquense que já havia chegado em final de Liga. Mas ele frisa que o apoio do torcedor, pode levar o Galo a conquista tão sonhada há anos. “O torcedor de Erechim faz com que o jogador tire de dentro de si aquela garra, aquela força, que não se sabe de onde vem, é o sexto jogador. Com o apoio deles, pode ser possível conquistar este título”, completa Vereia.

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