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Região

Da teoria à prática: instituição de ensino incentiva a coerência nas práticas com foco nos recursos hídricos

Trabalho desenvolvido na Ideau de Getúlio Vargas conta com área experimental de aproximadamente 50 hectares

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Na área de estudo são realizadas muitas atividades práticas tanto por parte dos acadêmicos de Agrono
Ronaldo Bernardon Meireles
Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

A preocupação com o cuidado e preservação dos recursos naturais pode se manifestar desde o ambiente acadêmico. Um exemplo pode ser visualizado em Getúlio Vargas, por meio de uma área dedicada a estudos e que visa fomentar a realização de boas práticas, as quais podem interferir diretamente nos resultados do trabalho e na conversação do meio ambiente. Os coordenadores dos cursos de Agronomia e Medicina Veterinária da Faculdade Ideau, Ronaldo Bernardon Meireles e Gabriel Ribas Pereira, respectivamente, conversaram com a reportagem do Bom Dia e destacaram a importância do envolvimento nessa temática.

Conforme o professor Ronaldo, ao considerar que a agricultura demanda em média em torno de 70% da água consumida no planeta, do ponto de vista da utilização humana, e por ser a atividade agrícola uma das áreas de formação na instituição, o grupo de profissionais sente-se na obrigação de atuar e oferecer uma espécie de contrapartida, apresentando pesquisas e métodos que podem fazer a diferença no cotidiano das propriedades.

Uma das formas é a proteção e conservação de nascentes. Além de atender à legislação ambiental que exige tais cuidados, a instituição procura trabalhar no seu espaço de estudo, todos os aspectos que levam em conta a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais.

“Para que possamos ser exemplo às propriedades do entorno, com práticas que visem a conservação de águas”, destacou o professor.

A área experimental da instituição contempla cerca de 50 hectares em que são realizadas muitas atividades práticas, tanto por parte dos acadêmicos de Agronomia como também de Medicina Veterinária. “Desde 2015 estamos realizando as adequações necessárias, pois exigem também investimentos. Mas conseguimos fazer uma transição progressiva para que não haja um desembolso significativo por parte dos produtores”, explicou. De acordo com Ronaldo, além da proteção de águas, seja pelas nascentes, fontes e córregos, no sentido de práticas agrícolas, a instituição procura desenvolver um manejo com que seja utilizada a menor quantidade de água possível, desde que não afete a produção agrícola. Do mesmo modo, quando houver chuvas em grandes quantidade, que possa existir espaços com reservas e outras formas que permitam que a água fique na propriedade. “As práticas que temos visto normalmente no Estado, fazem com que o excedente de água, que não tem infiltração no solo, acabe saindo da propriedade tendo como direção, rios, riachos, mas uma grande parte acabo indo para estradas rurais. Diante disso, temos uma “contradição no sistema. Ao mesmo tempo que precisamos de água para a produção agrícola, estamos observando muitas vezes os produtores não fazendo os manejos necessários para fazer com que essa água permaneça na propriedade”, relatou, citando ainda, que a região Norte do Estado possui um solo mais pesado e uma topografia bastante acidentada. “Isso é preocupante pois ao passo que se está produzindo, se não forem tomados os devidos cuidados, podem ocorrer danos ao meio ambiente”, alerta o professor.

Cuidados fundamentais

O professor destacou também, que antes de fazer investimentos é preciso observar as características do solo, as culturas que serão implantadas, o período do ano, o regime de chuvas, entre outras informações, mas principalmente a taxa de infiltração do solo.

Nesse sentido, exaltou a importância da atuação de entidades e órgãos como Emater e Embrapa, os quais podem oferecer um suporte importante ao homem do campo o qual também pode contratar de forma particular uma mão de obra qualificada para contribuir nesse sentido.

“Somos uma das instituições que está trabalhando nesse âmbito e integramos um programa na Associação de Municípios do Alto Uruguai voltado à conservação de solo e água. Por isso, mobilizamos forças para tentar mostrar a todas as pessoas envolvidas na atividade agrícola, a importância desse cuidado”, reforçou, acrescentando que cada disciplina busca manter o propósito de focar tanto no conhecimento, na técnica, como também nos resultados que essa escolha vai gerar.

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