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Geral

Para onde vai a decoração de Natal?

Até a próxima sexta-feira (18) deve ser encerrado o trabalho de retirada dos enfeites natalinos das ruas de Erechim. Afinal, o que se faz com esse investimento público?

No momento, se está organizando o material e fazendo uma triagem
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Todos os anos o munícipio de Erechim investe recursos públicos na compra de enfeites de Natal e material para decoração. Será que é possível reaproveitar esses bens? Até a próxima sexta-feira (18) deve ser encerrado o trabalho de retirada das ruas da decoração natalina de 2018. Ainda falta a remoção dos enfeites da Praça da Bandeira, do viaduto e dos pórticos. Mas para onde vai tudo isso?

Segundo o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Leandro Basso, parte do material que está sendo recolhido, os objetos pequenos, irá para contêineres na área da antiga fundação da Cotrel, e o restante será colocado no atual pavilhão de Natal, localizado na Avenida Germano Hoffmann. “Mas estamos buscando um novo local para poder acomodar os enfeites”, afirma. Ele explica que todo esse material será inventariado e o objetivo é guardar tudo para que possa ser utilizado novamente esse ano.  

Conforme Basso, dentro de 60 a 90 dias a secretaria deve fazer uma triagem de tudo que existe no pavilhão de Natal, separando o que é bom e o que pode ser recuperado, mandando para leilão o descarte. “Tem muita coisa parada que está ali há 15 anos”, diz.

O secretário ressalta esse trabalho nunca foi feito com critério bem técnico, e se estuda a possibilidade de levar esse pavilhão para a área comprada pelo município da Cotrel. Será feito uma análise para saber o que realmente tem de material. “Eu não sei dizer quantas árvores de Natal o município tem, mas isso será feito”, observa. E, acrescenta, que essa vai ser uma das prioridades do Departamento de Patrimônio Histórico.

 

Na avaliação do secretário esse trabalho é fundamental porque se está falando de um patrimônio estimado em mais de R$ 500 mil. “A soma de todo material entre novos e velhos, enfeites de Páscoa, não somente decoração natalina”, afirma.

Basso comenta que o pavilhão de Natal tem que ser uma unidade de armazenamento, mas também um local em que abrigue uma sala de recuperação, que tenha oficinas integradas com outras secretarias para que se possa aproveitar o máximo esses recursos.

Ele cita o exemplo de municípios como Gramado e Canela, referência na promoção desses eventos e que reaproveitam material. “Tem que setorizar, o que é patrimônio elétrico, eletrônico, enfim, ter um padrão de almoxarifado”, ressalta.

Conforme a responsável pelo Departamento de Patrimônio Histórico de Erechim, Ariane Pedrotti, a desmontagem dos enfeites está sendo realizada por uma empresa de Nova Petrópolis. O contrato envolveu a reforma de peças antigas, colocação e remoção dos enfeites.

“Porque boa parte dessa decoração é de anos anteriores. Em peças que era necessário foram feitas reformas, outras aproveitadas exatamente como estavam, as armazenadas em 2017”, diz.

Ariane destaca que a intenção foi reduzir o custo da decoração para poder investir mais nas atividades de recreação com as crianças e shows. “Essa contratação de reforma das peças antigas, colocação e remoção, que ainda estão fazendo, inicialmente foi de R$260 mil, no final acabamos abaixando R$10 mil desse valor devido à exclusão de alguns itens do contrato”, explica.  

Segundo Ariane, no momento, se está organizando o material e fazendo uma triagem, porque muitas peças, infelizmente, por vandalismo, interferência climática acabam sendo descartadas. “Tem coisas que a gente não consegue recuperar depois da desmontagem”, diz.

Ela comenta que o objetivo desse ano é fazer uma triagem maior, de todas as peças, até porque não se sabe se vai conseguir renovar a locação do pavilhão atual. “Tudo que for útil vai para outro local para ser reformado e utilizado nesse ano. Até o mês de julho tem que estar com o projeto e todo material triado”, afirma.

Conforme Ariane, a Secretaria de Cultura poderia fazer oficinas, ensinar a restaurar peças e fazer com que a comunidade participe. “Fazendo as pessoas participar desse processo se consegue reduzir o custo do Natal”, destaca.

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