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Região

Falta de energia é um problema unânime na região

Gestores apresentam realidade preocupante em reunião, na tarde de ontem, na Amau. Prefeitos solicitam um cronograma de ações. A RGE irá estruturar um plano para trazer melhorias a região Alto Uruguai

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Reunião da Amau
Reunião da Amau
Por Igor Dalla Rosa Müller
Foto Igor Dalla Rosa Müller

Os representantes dos municípios da Amau se reuniram com representantes da RGE, na tarde de ontem, para expor uma situação preocupante: a falta de energia na região. Eles falaram dos prejuízos decorrentes dessa situação, os problemas que vem enfrentando e ocorrendo na rede elétrica e no fornecimento de luz, e, principalmente, a necessidade de um cronograma de ações e intervenção urgente da empresa para solucionar esse problema, que traz inúmeras perdas na área rural, urbana e aos municípios.

 

Ponte Preta

O prefeito de Ponte Preta e presidente da Amau, Ademir Sakrezenski iniciou a reunião dizendo que esse é um momento de muitos investimentos nos municípios, com instalação de aviários, pocilgas, que exige grandes projetos em energia.

 

Barra do Rio Azul

O prefeito de Barra do Rio Azul, Marcelo Arruda, disse que o seu município chegou a ficar seis dias sem luz. E em algumas localidades quase 14 dias sem fornecimento de energia. Essa situação ocasionou a perda de animais no interior, dificuldade no abastecimento de água, entre outros muitos prejuízos aos cidadãos e o município.

Arruda ressalta que a RGE tem que melhorar essa situação, e que os investimentos não estão no mesmo ritmo que os municípios precisam. Ele solicita que a RGE apresente uma solução para os postes de madeira, um plano de melhorias com prazo, um cronograma de ação, o que será feito, e quando iniciará as intervenções na rede. A situação como está traz muitos transtornos e prejuízos financeiros aos cidadãos e municípios da região.

Marcelo acrescenta ainda que a RGE por ser uma grande empresa tem que estar preparada para as situações extremas, fora da normalidade, casos atípicos, como aconteceu com as fortes chuvas no fim do ano passado que deixaram o município sem luz durante vários dias na época do Natal. “A empresa tem que estar preparada para o pior”, afirma.

 

Itatiba do Sul

A prefeita de Itatiba do Sul, Adriana Kátia Tozzo, questionou qual é o parâmetro para definir o que é um problema, uma situação considerada como tal. Ela disse que a falta de energia prejudica muito financeiramente o setor agrícola, base da economia da região, e, consequentemente, logo ali na frente a receita do município prejudicando a administração pública. Assim, precisa de um cronograma de ações para resolver os problemas da região.

 

Cruzaltense

O prefeito de Cruzaltense, Kely José Longo, observa que o prazo para instalação de novas redes é de 180 dias, seis meses, e a Creral, que é uma cooperativa de energia em 30 dias consegue montar uma rede nova. Para ele esse prazo é muito demorado e tem que ser menor. O município deve receber investimentos em aviários, e ele está preocupado com essa questão da energia.

 

Mariano Moro

O prefeito de Mariano Moro, Irineu Fantin, disse que quando um poste de luz cai no município se demorar no mínimo três dias para se reestabelecer a luz. “Precisamos de mais agilidade para religar a energia”, afirma. Ele enfatiza que os produtores rurais estão muito preocupados com essa situação, e Mariano Moro vem sofrendo muito com a repetida falta de energia.

 

Barão de Cotegipe

O prefeito de Barão de Cotegipe, Vladimir Farina, afirma que hoje o problema com o fornecimento de energia ocorre no inverno e no verão, não está mais relacionado a um determinado período do ano. Segundo ele, é necessário agilizar a religação da energia, sendo que houve casos no município de pessoas que ficaram oito dias sem luz. Para Farina, é muito importante dar atenção na limpeza das redes, a vegetação que fica próxima de postes e fios. E se não resolver essa questão nunca vai solucionar os problemas de energia da região.

 

Charrua

O prefeito de Charrua, Valdesio Roque Della Betta, disse que no seu município houve ampliação e melhorias na rede de energia. Mas lembra que até o poste cair não era trocado. Ele ressalta que a RGE vem trabalhando e atendendo muito bem a sua cidade, mas que ainda existem vários postes para serem trocados.

 

Aratiba

O prefeito de Aratiba, Guilherme Granzotto, afirma que a falta de energia é uma realidade preocupante e deve ser encarado como um problema regional. Ele cita o exemplo no seu município da Linha Monte Belo em que os agricultores querem largar a atividade do leite em função da repetida falta de luz. Para ele, a maneira para resolver esse problema é a região fazer uma força-tarefa conjunta para avaliar a situação de todo o Alto Uruguai. Granzotto enfatiza que estão sendo feitos cada vez mais investimentos na área rural, em aviários, e tudo hoje é automatizado exigindo mais energia.

 

Três Arroios

O prefeito de Três Arroios, Lírio Zarichta, sugere que se faça uma parceria com os municípios, capacite um profissional da cidade para atender determinados chamados como, por exemplo, religar um fusível desarmado no poste. Ele lembra que em função disso já se ficou três dias sem energia. Lírio ressalta que tudo está relacionado à energia, não tem como planejar o município sem esse recurso.

 

Severiano de Almeida

O prefeito de Severiano de Almeida, Milto Vendrusculo, afirma que tem linhas de transmissão sem manutenção há mais de 40 anos e pergunta se existe um programa para troca de postes de madeira.

 

Erval Grande

O prefeito de Erval Grande, Agustino Sinski, afirma que é necessário mudar a política da empresa utilizada para troca dos postes e corte das matas. E que não dá para ficar mais cinco dias sem luz, não importando se é inverno ou verão, e que a falta de energia ocorre da mesma maneira em qualquer época do ano. E, acrescenta, o atendimento pelo 0800 demora muito, gerando um desânimo muito grande no cidadão.

 

RGE

Em resposta aos prefeitos, o responsável pela RGE no Alto Uruguai, Claudio Rodrigo Manica, disse que as condições climáticas entre o dia 17 de dezembro do ano passado até o início do ano de 2019 comprometeram o produto entregue pela RGE.

No entanto, Manica destaca que foram feitos investimento milionários ao longo de 2018 e que os resultados vão aparecer. Na região da Amau foram trocados de janeiro a setembro do ano passado 4829 postes de madeira. A região está recebendo 25 caminhões para atender a região, que será possível trabalhar mais ações de emergência e preventiva. Houve gargalos na estrutura de 0800, mas que já está sendo revisto. Com relação à instalação da energia em novos projetos, ele enfatiza que é importante o município, produtor, procurar a RGE desde o início do projeto.

“A RGE irá estruturar um plano de ação para trazer melhorias a região Alto Uruguai. Os municípios elencaram todos os pontos. As condições climáticas não foram favoráveis a execução da nossa atividade. Traremos o resultado num segundo momento com planejamento, robustez e estrutura que é o que a região precisa. No decorrer dos dias iremos informar a Amau”, disse.

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