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Região

Situação atual das represas na região é tranquila

Avaliação é do coordenador regional da Defesa Civil de Passo Fundo, nenhuma das estruturas da região se enquadra em situação de atenção ou risco, já que as barragens de produção de energia trabalham com uma margem de segurança muito alta

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Usina Itá
Usina Machadinho
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Divulgação

Apesar de ser uma situação completamente distinta das barragens de rejeito de Minas Gerais, as represas de água no Rio Uruguai para produção de energia, também exigem muitos cuidados e normas de funcionamento, já que uma possível ruptura da estrutura teria efeitos destrutivos em comunidades e no meio ambiente. Contudo, a realidade das usinas de energia da região é muito diferente do que foi visto agora em Brumadinho (MG) e há três anos também em Mariana (MG), afirma o major Ricardo Mattei Santos, coordenador regional da Defesa Civil de Passo Fundo, que abrange 76 municípios da região norte e nordeste do Rio Grande do Sul.

Avaliação da Defesa Civil

Ele ressalta que não tem como fazer uma comparação com o que está acontecendo em Minas Gerais, são situações diferentes. No entanto, nenhuma das barragens da região para produção de energia elétrica se enquadra em situação de atenção ou risco, por questão de monitoramento, o próprio valor do empreendimento, que acaba trazendo uma atenção maior das empresas que exploram o investimento e se preocupando com a preservação das barragens.

O coordenador regional da Defesa Civil afirma que a situação aqui é tranquila, claro que tudo que existe risco merece atenção. “Mas por questões estatísticas e até equiparação, as barragens de produção de energia trabalham com uma margem de segurança muito além daquilo que poderia representar algum risco. O próprio monitoramento que é feito são cálculos que ultrapassam 100 anos de levantamentos, hidrologia, ocorrência de chuvas, eles trabalham com margem de segurança muito alta, para que justamente não ocorra o que aconteceu em Minas”, observa.

Ricardo comenta que se houvesse uma informação da possibilidade de um colapso estrutural em alguma barragem, a Defesa Civil teria no mínimo 72 horas para fazer a evacuação na zona de atingimento. “Esse é um tempo que a gente julga mais do que necessário”, explica.

Outro ponto a ser destacado é que as pessoas que moram e usufruem desse espaço já tem a informação que se encontram numa área de possível alagamento em caso de rompimento.

Ele explica que como órgão de proteção e Defesa Civil, há um acompanhamento junto aos municípios que estão dentro da zona de atingimento. Inclusive já foram feitas reuniões e passagem dos planos de emergência mútua, porque não ficam atrelados somente aos municípios mas as forças de segurança, corpo de bombeiros militar, isto é, atuam nas três esferas, municipal, estadual e federal.

Barragem de rejeito

Com relação as barragens de mineração a situação é bem diferente, Ricardo equipara essas barragens com um aterro sanitário. Todo grande acidente não é um fato isolado, mas uma sequência de fatores e eventos, que acabam culminando no desastre. “Ali pode ter falha tanto na parte da empresa, dos órgãos fiscalizadores, enfim, preparação de sistemas de alarme, evacuação, uma série de situações”, diz.

Usinas

Conforme assessoria de comunicação do Consórcio Machadinho e do Consórcio Itá, a segurança das barragens constitui uma preocupação permanente e a probabilidade de um acidente é baixíssima. Ambos os consórcios adotam uma filosofia que atende integralmente a legislação vigente referente à segurança de barragens.

Na fase de construção das represas foram aplicadas as melhores técnicas de engenharia, desde o projeto básico, executivo, construção, operação e manutenção das plantas.

Na fase de operação da usina são realizadas inspeções mensais pela equipe de segurança de barragens da usina; e, inspeções anuais das barragens e todas as estruturas civis, por equipe multidisciplinar de engenharia, que analisa os dados e elabora relatórios de inspeção e comportamento das barragens e estruturas civis associadas às usinas.

Há também manutenção preventiva programada de monitoramento da barragem pela instrumentação e inspeções de rotina por técnicos especialistas. E, é realizado todas as manutenções anualmente previstas durante as inspeções.

Cada usina hidrelétrica detém o Plano de Segurança de Barragens e Plano de Ação de Emergência, que estão adequados conforme a regulamentação da Lei de Segurança de Barragem e normativa da ANEEL.

Os consórcios também afirmam que periodicamente são realizados treinamentos aplicados, com todos os envolvidos, em caso de acidente com a barragem ou outra estrutura que cause impacto abaixo e acima do empreendimento.

Associado ao Plano de Segurança de Barragem e o Plano de Ação de Emergência também está associado o monitoramento das grandezas hidrológicas que envolvem o reservatório, integrada com as regras de operação das estruturas dos vertedouros e demais estruturas de descarga.

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