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Região

Amau: “municípios têm capacidade de fazer empréstimos para investir”

“A região poderia tomar hoje R$ 120 milhões por ano de crédito”, diz vice-presidente do BRDE

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os municípios podem fazer financiamentos para resolver uma das maiores demandas do Alto Uruguai: as
Vice-presidente BRDE Luiz Noronha
Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Essa foi a afirmação do vice-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Luiz Noronha, em evento realizado no anfiteatro da URI Erechim, na manhã de ontem, com a presença de lideranças locais e regionais.   

Alto Uruguai

Conforme Noronha, os 32 municípios do Corede Norte têm capacidade de endividamento e pagamento. “A região poderia tomar hoje R$ 120 milhões por ano de crédito. Os municípios podem fazer juntos, mas também separados, o que for mais prático e coerente com a região”, diz.

Ele disse que dos 70 projetos do Corede Norte, 20% deles tem a possibilidade de ser financiado. “O que já é fantástico, em torno de 15 projetos tem condições de ser financiados, outros ou não tem dinheiro ou são muito difíceis de viabilizar”, explica.

A ideia do BRDE é prestar assistência técnica e apontar o caminho para os Coredes conseguirem recursos para fazer investimentos.

Entre os projetos financiáveis estão irrigação, açudes, internet e banda larga no meio rural, usina de etanol, calçamento, saneamento, projetos públicos e privados. “Inclusive hospitais filantrópicos e universitários, pegando a garantia de recebíveis do SUS”, afirma.

O representante do BRDE disse que o programa BRDE Municípios, criado em 2015, no ano passado foi a segunda linha mais demandada de todo o banco movimentando em torno de R$300 milhões.

Prazos

A partir da solicitação do financiamento a liberação demora entre três e quatro meses podendo chegar até dez meses para ser liberado. “Os juros depende da linha de crédito, hoje são 200 linhas de financiamentos. O tempo para pagar varia de cinco a 30 anos, e os juros de 3% até 12% ao ano”, diz.

Acesso asfáltico

De acordo com Noronha, os municípios podem fazer financiamentos para resolver uma das maiores demandas do Alto Uruguai: as ligações asfálticas. “Até cinco quilômetros, dois municípios juntos vão conseguir ter capacidade de pagamento. O município vai tomar dinheiro emprestado e dar de garantia o Fundo de Participação do Município (FPM)”, observa.

E, acrescenta, “inclusive pode ser estradas estaduais e federais, desde que o estado delegue ao município a gestão da rodovia por 30 anos, não tem problema nenhum”.

Consórcio

O vice-presidente do BRDE diz que a realização de um consórcio regional para fazer investimentos seria possível tecnicamente e financeiramente.

Agência de Desenvolvimento

Segundo Noronha é importante ressaltar que tudo começou por uma iniciativa da Agência de Desenvolvimento do Alto Uruguai.

Credenor 

Para o presidente do Credenor, Paulo Sponchiado, a apresentação do BRDE tem como objetivo aproximar as empresas, órgãos públicos para identificar possíveis linhas de financiamento para o desenvolvimento regional. Sponchiado afirma que há uma série de demandas comuns, mas para resolvê-las é preciso ter a união de todos, se unir com outras regiões, “ter um olhar para a região”.

Amau

Para o presidente da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (Amau), Juliano Zuanazzi, a apresentação do BRDE é importante porque é uma porta que se abre diante do cenário que se está vivenciando, na busca por recursos facilitado para investimentos dentro dos municípios, sejam eles públicos ou privados. “O evento do BRDE é fundamental para que se clareie alternativas para viabilizar tanto no setor privado quanto setor público novos investimentos”, diz.

Accie

O presidente da Accie, Fabio Vendruscolo, disse que a apresentação do BRDE mostra que há recursos e o banco está disponível para auxiliar nesse processo. Em tom de desabafo ele disse que chama o empresariado, “trabalha, se esmera, quer trazer as pessoas para ter conhecimento, mas nós não somos ouvidos e atendidos”.

E, acrescenta, “e aí andamos na contramão, do que adianta proporcionarmos aqui um momento de conhecimento, conhecer o projeto, a viabilidade, juros acessíveis, o governo sinalizar que tem dinheiro, se os prefeitos, vereadores, secretários, empresários de Erechim e toda a região não vem buscar o que o BRDE nos oferece”.

Segundo Fabio, parece que não se está acertando a comunicação, “mas vamos continuar promovendo mais eventos como esse”.

Agência Desenvolvimento

Para o presidente da Agência de Desenvolvimento do Alto Uruguai (AD/AU), Eduardo Angonesi Predebon, quem faz parte da função pública tem que ter uma visão de longo prazo e qualquer decisão que o gestor público tome vai ter repercussão nas gerações futuras.

Ele afirma que a região Alto Uruguai tem 11 municípios sem ligação asfáltica. “Isso é um absurdo, porque nos prejudica enormemente, internamente enquanto região, e enquanto região em contato com outras regiões. Havendo essa possibilidade de financiamento a Amau pode discutir com Credenor, Agência de Desenvolvimento, lideranças regionais, tomar esse financiamento e fomentar um conjunto de municípios de uma região. Isso é fundamental, e não vai ser uma decisão do político que está na prefeitura municipal e na liderança da Amau, mas é uma decisão coletiva da região com reflexos futuros”, diz.

Oportunidade

Conforme Eduardo, essa é uma excelente oportunidade. “Muitas vezes ficamos na esperança de uma decisão política e com agravamento da crise, seja no estado ou governo federal, podemos ficar mais uma década ou mais tempo ainda sem essas ligações asfálticas. Surgindo a oportunidade deve ser nosso dever utilizar”, afirma.

Secretário Desenvolvimento Econômico

Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico de Erechim, Altemir Barp, o evento foi muito importante, porque é uma forma do empresário conseguir buscar dinheiro e não se descapitalizar. “Buscar dinheiro para fazer o crescimento e o desenvolvimento das suas empresas. Acredito que isso vai trazer só benefícios para toda a região”, diz.

Representante do estado

Segundo o representante do governo do Estado, Teonas Fabiano Baumhardt, foram analisados 28 planos estratégicos e cada Corede apontou rumos e carteira de projetos. Ele disse que muitos desses projetos foram para Consulta Popular, que não tem condições de atendes essas demandas. “Precisávamos ter outro caminho, foi quando surgiu o BRDE, provocado por uma ação de vocês, da Agência de Desenvolvimento”, afirma. Teonas enfatiza que o mais importante é que há um agente financiador, “um banco público de fomento, que pode oferecer linha de crédito.

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