O Jornal Bom Dia foi procurado por um leitor preocupado com a grande quantidade de teias nas árvores localizadas no Bairro Ipiranga, nas proximidades da rua Santa Rosa. Olhando de longe parece uma infestação de teias de aranhas, no entanto, não é disso que se trata. O fenômeno em questão envolve lagartas da espécie Pococera vandella, e a princípio, não representam perigo para as pessoas.
É o que explica o professor doutor em Biologia da URI – Erechim, Jorge Reppold Marinho. Essa espécie é conhecida como “lagarta de teia” e infesta, principalmente, o Timbó, e ocasionalmente, a Canafístula. “Periodicamente são foliadas pelas lagartas, que formam essas teias para depois empupar”, diz.
Conforme Jorge, a presença das lagartas nas plantas se dá de meados de novembro até o final de junho, depois as pupas caem e vivem no solo, na vegetação embaixo da copa. Na fase adulta se transformam em borboleta e voam de setembro até o final de janeiro.
“Quando completa esse ciclo larval, que vai até meados de julho, ela abandona a teia e desce para o chão onde vai ficar na forma de pupa embaixo da vegetação ou em restos de palha”, comenta.
O biólogo explica que não se tem informações de acidentes, e como as lagartas fazem as teias nas partes altas das arvores não devem apresentar risco para as pessoas de um modo geral.
A lagarta madura quase nunca ultrapassa os 20 milímetros de comprimento, isto é, dois centímetros, e é de cor esverdeada. “Quando se cutuca ela dá uns pequenos saltos rápidos, e tenta se esconder no material vegetal mais próximo que tiver”, diz.
Segundo Jorge, a teia é de formato circular, semiesférico de coloração amarelo-creme tendendo a branco com o passar do tempo. “Normalmente, a parte inferior dessa teia é mais escura, quase preta, isso porque é ali que se concentra as fezes dessas larvas que estão abrigadas na teia”, observa.