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Região

Aratiba: orientações sobre velórios

O governo de Aratiba publicou um decreto estabelecendo normas diferentes para casos de morte do novo coronavírus (covid-19)

“No caso de óbito de pessoas com diagnóstico confirmado ou suspeito de covid-19 (novo coronavírus),
Por Da Redação
Foto ASCOM

O governo de Aratiba publicou um decreto estabelecendo normas diferentes para casos de morte do novo coronavírus (covid-19) e decorrentes de outras doenças. As regras abordam a duração máxima permitida nos velórios, a possibilidade de haver caixão aberto, restrição as pessoas que não são familiares e recomendações sanitárias, entre outras, especificadas no texto e assinado pelo prefeito de Aratiba, Guilherme Granzotto, e publicado na sexta-feira (15).

Não qualificadas

Os velórios de pessoas não qualificadas como suspeitas e não confirmadas de contaminação pela covid-19 deverão obedecer às seguintes medidas e procedimentos: o caixão poderá  permanecer aberto; se o óbito acontecer durante o dia, o velório poderá ser realizado por no máximo quatro horas; se o óbito ocorrer após às dezoito horas, o sepultamento deverá ocorrer nas primeiras horas da manhã seguinte, (entre as 8h e 10h); no local onde ocorrer o velório deverá ser respeitado o distanciamento, sendo recomendado no mínimo um afastamento de dois metros entre as pessoas; poderão permanecer no local do velório essencialmente familiares  em  um número não superior a 10 pessoas, mesmo em espaços amplos; os familiares e pessoas que comparecerem ao velório deverão usar máscara permanentemente.

Critérios

Segundo o decreto, as pessoas de fora que comparecerem ao velório poderão entrar ao local em um número máximo de duas pessoas por vez;  não deverão  haver cumprimentos calorosos  e nem contato físico no local do velório; não será permitida a disponibilização de alimentos; bebidas deverão observar as medidas de não compartilhamento de copos, xícaras entre outros; não será permitido acionar o ar condicionado ou ventiladores no local do velório, somente as janelas e portas devem ser mantidas abertas para propiciar a ventilação constante; deverá estar  disponível álcool gel 70% na entrada dos locais onde são feitos os velórios e nos banheiros sabonete líquido, papel toalha e álcool em gel 70%, para a higienização das mãos; a cerimônia de sepultamento não deverá contar com aglomeração de pessoas, devendo-se  respeitar a distância mínima de, pelo menos, dois metros entre elas, bem como outras medidas de distanciamento social e de etiqueta respiratória, consistindo na  realização  por apenas familiares.

Não pode ir

Conforme as regras, os responsáveis pela organização e realização da cerimônia de velório deverão providenciar avisos, a serem afixados em local de fácil visualização, bem como na divulgação dos atos fúnebres através de meios de comunicação, recomendando que pessoas maiores de 60 anos, grávidas, crianças menores de 12 anos e portadores de morbidades não ingressem e/ou compareçam ao local. Os responsáveis pelo serviço funerário deverão tomar todas as medidas conforme orientações normativas expedidas pelas autoridades sanitárias.

Diagnóstico confirmado

“No caso de óbito de pessoas com diagnóstico confirmado ou suspeito de covid-19 (novo coronavírus), os corpos deverão ser embalados em sacos de óbito, colocados em urnas lacradas, que não devem ser abertas em nenhuma hipótese, e seguir diretamente para o sepultamento, sem a realização de cerimônia de velório e sem público presente no cemitério, podendo ser acompanhado por apenas familiares ou representantes da família”, diz o decreto.

“Todos aqueles que forem manusear os corpos de pessoas suspeitas ou confirmadas de contaminação pela covid-19 devem estar equipados com os equipamentos de proteção individual (EPI) indicados pelas normas técnicas emitidas pelas autoridades sanitárias responsáveis”, diz o decreto. Os corpos de pessoas suspeitas ou confirmadas de contaminação pelo novo coronavírus poderão ser enterrados ou cremados.

O decreto entra em vigor na data da sua publicação, 12 de maio, e tem efeito enquanto durar o estado de calamidade pública declarado pelo Decreto Municipal nº 2.467 de 20 de março de 2020.

 

 

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