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Cooperalfa: há três anos em contato direto com produtores do Alto Uruguai

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Por Izabel Seehaber/ Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

Neste sábado (4) é celebrado o Dia Internacional do Cooperativismo. Para destacar os diferenciais do segmento e avaliar os três anos da Cooperalfa no Rio Grande do Sul, o presidente, Romeo Bet, concedeu uma entrevista exclusiva ao Bom Dia.

Bet integra, ainda, o Conselho Fiscal da Aurora, a Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (Ocesc) e a Federação das Cooperativas Agropecuárias (Fecoagro).

Na opinião do presidente, os trabalhos estão evoluindo bastante. “Estamos satisfeitos e entendemos a preocupação dos associados que faziam parte da antiga Cotrel. Contudo, temos uma cooperativa forte, sólida, e essa região tem uma importância muito expressiva, considerando que há muitos pequenos produtores. Se não tiver uma instituição forte, que possibilite essa sustentação, haverá dificuldades, até mesmo, de entregar a produção. Por isso, a presença da Cooperalfa no Alto Uruguai concede essa tranquilidade aos produtores e também baliza os preços, tanto ao que se refere a compra dos insumos, como a venda da produção, contemplando, também, quem não é associado”, destaca.

Bet salienta que o reflexo das ações é positivo e conforme vão passando os anos, o propósito é ampliar as estruturas e melhorar a atuação com uma equipe técnica preparada para atender bem os produtores.

Grãos

De acordo com o presidente da Cooperalfa, o RS possui uma característica um pouco diferente de outras, em que há uma disputa bastante expressiva em função de ter, principalmente, grandes indústrias, um sistema cooperativo atuante e muitos cerealistas. “Isso tudo faz com que o produtor ganhe”, acrescenta.

Bet enfatiza que o cooperativismo possui diferenciais como a assistência técnica sem custo extra ao produtor, além de boa qualidade de sementes fertilizantes e defensivos. Tudo para melhor atender aos produtores. “Aqueles que entregam a produção também têm vantagens como a cota capital. A cada 100 sacos de produto vendido na cooperativa, o produtor recebe o valor correspondente e parte vai para essa cota. Quando ele poderá retirar esse valor? Quando completar 60 anos e ter 10 anos de associado. Aos 68 anos ele retira o restante mais o que construiu nos oito anos. Na sequência, a cada dois anos, irá receber proporcional ao movimento das negociações”, explica, reiterando: “além disso, a certeza de estar atuando com a sua cooperativa, participando dos resultados a cada fim de ano. A cooperativa certamente trabalha de forma transparente”, frisa.

Leite

No que se refere ao ramo leiteiro, a Cooperalfa prossegue os trabalhos com o sistema de resfriamento que pertencia a Cotrel. Na análise da cooperativa, a atividade melhorou muito na região. “Desde que chegamos, é notável que os produtores estão acompanhando mais a questão da qualidade, investindo e muitos entenderam que não se pode pensar somente em produtividade”, comenta.

Suínos

No que se refere à qualidade de suínos, o Estado lidera os índices e coloca o setor em destaque nos últimos anos. “Acredito que no passado não havia tanto acompanhamento de profissionais e após a nossa vinda para a região, partiu-se para uma assistência técnica mais aprimorada, que sinalizou as deficiências e a necessidade de melhorias nas instalações e manejo, por exemplo. Tudo isso tem apresentado muitas melhorias”, destaca o presidente da Cooperalfa, citando que, por isso, a região se destaca, tanto na área de suínos como de frangos, no âmbito da qualidade. “Os produtores estão de parabéns por terem aceitado as orientações e melhorarem a sua propriedade. Hoje estão colhendo os frutos”, pontua.

Investimentos e projetos futuros

“Atualmente estamos focados nas melhorias das estruturas de cereais. No que diz respeito a linha de mercado, é possível vislumbrar que nos próximos anos poderemos ingressar nessa linha também, mas antes, iremos nos organizar melhor para receber a produção dos associados.

Em cada região que se chega, é preciso entrar de modo alegre, transparente, e é preciso calma e paciência. É fundamental conhecer as características da região, saber mais sobre os costumes das pessoas, e, aos poucos, ir moldando a cooperativa às necessidades, tornando clara a metodologia de trabalho.

Nunca imaginei que chegássemos onde estamos, e eu, ser presidente, há 12 anos, da maior cooperativa agropecuária do estado de Santa Catarina e do RS. É um sentimento de satisfação, alegria, ao ver que todos os trabalhos após os desafios enfrentados. Acredito que a simplicidade e a seriedade pelo modo de conduzir os trabalhos, possibilitaram que conquistássemos o sucesso. Tenho a sensação de dever cumprido como cooperativista, sócio e dirigente da cooperativa. Que possamos prosseguir acompanhando a evolução da sociedade”, Romeo Bet.

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