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Confederação da Agricultura Familiar: erebanguense é eleito coordenador da região Sul

Rui Alberto Valença representa os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná na executiva nacional

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Por Izabel Seehaber
Foto Divulgação

Foi realizada na semana passada, entre os dias 15, 16 e 17 de junho, a quinta edição do Congresso promovido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Contraf). O evento acontece a cada quatro anos e tem três objetivos principais: fazer uma análise e balanço das ações desenvolvidas pela Contraf; prospectar as principais iniciativas para o futuro e eleger a nova direção.

Neste ano, o erebanguense Rui Alberto Valença, foi eleito para coordenar a região Sul, representando os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná na executiva nacional.

Em entrevista ao Bom Dia, ele enalteceu a importância do novo cargo e pontuou que, entre os trabalhos da equipe que se destacam nos últimos tempos, está a luta contra a Reforma da Previdência para os agricultores familiares. “Foi muita luta e protestos junto a deputados federais e senadores, onde não aconteceu a reforma social”, comentou.

Entre as estimativas, Rui salienta o objetivo de que haja, novamente, um Plano Safra específico à Agricultura Familiar. “Em meio a isso, uma questão que nos preocupa muito, refere-se às taxas de juro que não são pré-fixadas mas sim, pós-fixadas. Isso é complicado pois o produtor acaba não sabendo ao certo quanto vai pagar ao fim do período. Já vivenciamos essa realidade por volta dos anos 80 e 90 e foi um dos motivos de várias situações de êxodo rural, sendo que muitos produtores tiveram dificuldades para pagar suas contas”, declarou.

Outro ponto, segundo o coordenador da Contraf – Região Sul, é sobre a manutenção das instituições financeiras, principalmente o Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS), no sistema público. “Para que prossigam esse papel tão importante, sendo suporte no financiamento da Agricultura Familiar brasileira”, frisou.

Do mesmo modo, Rui afirmou que, outro aspecto que merece ser citado é o Seguro Agrícola, tema em que também é discutida a possibilidade de privatização. “Entendemos que deve permanecer público, por isso, gostaríamos que houvesse uma atenção especial por parte do governo”, acrescentou.

Além disso, o erebanguense ressaltou que há outras preocupações da Confederação, tais como: a necessidade de retomada do Programa de Habitação Rural para os agricultores familiares e um projeto que trate especificamente sobre a água, principalmente na região Sul do Brasil. “Sempre que é registrada uma seca, o assunto é retomado, contudo, volta a chover e nem sempre é reforçada a importância de uma política pública consistente”, citou.

Ao mesmo tempo, Rui enfatizou que seriam essenciais a continuidade dos investimentos e recursos referentes às iniciativas para o Programa de Aquisição de alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

Atualmente a Contraf, fundada em 2005, está presente em 17 estados do País, com mais de 600 sindicatos, sendo que há várias entidades com atuação regional, a exemplo do Sutraf Alto Uruguai que abrange mais de 20 municípios.

 

 

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