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Esportes

Festa olímpica exalta a diversidade e mistura ritmos

Cerimonia histórica de abertura durou quatro horas emocionou o mundo inteiro pela mensagem de paz e união entre os povos

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Festa olímpica
Por Agência Brasil
Foto Divulgação

A cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016 iniciou exaltando uma das principais características do Brasil: a combinação entre áreas verdes e urbanas. O cantor Paulinho da Viola emocionou o público com uma interpretação do Hino Nacional em um palco inspirado nas formas do arquiteto Oscar Niemeyer.

As duas mensagens mais importantes da cerimônia, a paz e a sustentabilidade, vieram logo em seguida, com a transformação do símbolo da paz em uma árvore. Neste momento, a cerimônia voltou no tempo, ao nascimento das imensas florestas que cobriam o Brasil na chegada dos portugueses. Do começo da vida, a homenagem avança até a formação dos povos indígenas, cuja entrada foi representada por 72 dançarinos.

A chegada dos europeus em caravelas, o desembarque forçado dos africanos escravizados e a migração de árabes e orientais ao país foi representada após, com pessoas que descendem de cada um desses grupos.

Grupos de parcour atravessaram o palco e pularam sobre telhados de prédios na parte da cerimônia que destacou a urbanização do Brasil contemporâneo, concentrada em grandes cidades. Um dos momentos mais emocionantes desta parte do show foi o voo do avião 14 Bis, ao som de Samba do Avião, com um ator interpretando o inventor Santos Dumont. O avião voou pelo Maracanã e a bossa nova continuou a dar o tom da festa com a exaltação das curvas do Rio de Janeiro, que inspiraram Tom Jobim, Vinícius de Moraes e Oscar Niemeyer.

Giselle Bündchen interpretou a Garota de Ipanema e desfilou no Maracanã, enquanto Daniel Jobim, neto do maestro, tocava o clássico. Por onde passava, Giselle desenhava curvas que formavam obras de Niemeyer, como a Igreja da Pampulha e a Catedral de Brasília.

Depois de Ipanema, as favelas foram representadas com um show de ritmos como o samba e o funk, que reuniu as cantoras Elza Soares e Ludmilla. O rapper Marcelo D2 e o cantor Zeca Pagodinho simularam um duelo de ritmos, representando a diversidade da música do Rio de Janeiro.

A partir daí, a importância dos negros na cultura brasileira ganhou destaque com as rappers Karol Conka e McSofia, de apenas 12 anos. Manifestações culturais como o maracatu, os bate-bolas e o bumba-meu-boi também dividiram o espaço no palco do Maracanã e o treme-treme, do Pará, foi representado pela Gang do Eletro.

A diversidade era representada no palco em tom de disputa até que a conciliação veio com Jorge Ben Jor e a frase: "Vamos procurar as semelhanças e celebrar as diferenças". O cantor foi a atração seguinte, com o sucesso País Tropical, dançado por mais de mil bailarinos. O público cantou de pé trechos da canção.

Depois a entrada das 207 delegações, onde cada uma recebeu uma muda de árvore para plantar na floresta dos atletas, começaram protocolos: discursos do presidente do Comitê Organizador dos Jogos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, e do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach.

Logo após, o ex-maratonista brasileiro e medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004, Vanderlei Cordeiro de Lima ascendeu a pira olímpica, abrindo os jogos olímpicos.

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