Seja no asfalto ou na estrada chão, o ciclismo aproxima pessoas em Erechim e proporciona experiências incríveis
Diversão, adrenalina, saúde, contato com a natureza, o que não falta são motivos para praticar o ciclismo. Hoje (19) é o Dia Nacional do Ciclista, data escolhida para homenagear Pedro Davison, ciclista e biólogo que morreu em 2006, atropelado em Brasília. O projeto de lei PLC 43/08 de 2008 tornou oficial o tributo, que visa incentivar a prática no país e o respeito aos adeptos do esporte.
Pé no Pedal
Desde 2014 Erechim conta com o apoio da Associação Ciclística Pé no Pedal, que além de aproximar aqueles que gostam do esporte também atua publicamente na defesa do ciclismo e na promoção da prática no município.
"Pé no Pedal conta hoje com 125 sócios. Trabalhamos em prol do ciclismo, para desenvolver a cultura da saúde, do bem estar" comenta o secretário da associação, Marcelo Andreolla.
Passeios
Todos os sábados às 13h30, tendo como ponto de partida a Prefeitura de Erechim, a associação promove passeios ciclísticos abertos ao público, com diferentes trajetos, basta levar a bicicleta e a animação. "O ciclismo aproxima pessoas. É a força das pernas que move a bike, é o pé no pedal. Sem distinção, o ciclismo é para todos" comenta Andreolla.
Ciclovia
Em março de 2015 uma Audiência Pública aprovou a criação de ciclovias em Erechim. A proposta era da implantação trajetos na avenida Sete de Setembro, no entorno do Parque Longines Malinowski e no Distrito Industrial. O projeto não chegou a ser concretizado pelo município.
Paixão na primeira pedalada
São aproximadamente 20 anos de atuação, cerca de 300 conquistas e um sentimento: a paixão pelo ciclismo. Desde que aprendeu a andar de bicicleta aos 5 anos de idade, Elson Rosset, ficou admirado pela magrela e decidiu que queria seguir no esporte. "Sempre gostei de pedalar, mas comecei a levar a bike a sério por volta dos 30 anos, quando passei a investir em equipamentos e treinos para participar de competições" conta Rosset. 
A primeira vitória foi em uma prova regional, em Erechim. Pouco tempo depois o ciclista já havia conquistado bons resultados em algumas provas do campeonato gaúcho e sentiu que tinha condições de alçar vôos mais altos.
"Tive resultados mais expressivos quando comecei a correr no campeonato catarinense de Mountain Bike. Em Santa Catarina existe um incentivo maior ao ciclismo" explica. Em 2016, Elson já teve uma conquista prá lá de especial, ele ficou em quarto lugar no desafio da Serra do Rastro, considerada a subida mais difícil do Brasil pelos ciclistas.
A maior dificuldade para Rosset no esporte foi a falta de incentivo. Já os maiores legados que a bicicleta proporcionou para ele foram a saúde, o interesse pelo esporte que os filhos, Ricieri e Lorenzo, herdaram e as amizades que fez.