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Esportes

Invictas e focadas na disputa

Atlântico FC está nas quartas de final do Campeonato Gaúcho e pretende investir em categorias de base para criar oportunidade para novos talentos

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Meninas treinam todos os finais de semana e feriados no Parque do Galo
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Por Laura Coutinho - laura@jornalbomdia.com.br
Foto Laura Coutinho

Atlântico FC está nas quartas de final do Campeonato Gaúcho e pretende investir em categorias de base para criar oportunidade para novos talentos

No olhar de cada jogadora é possível ver a vontade, a garra que depositam no treino. Momento em qeu o foco está nos passes, nas orientações do técnico e nas jogadas ensaiadas. As meninas do Atlântico Futebol Clube não só entendem de futebol, como mandam muito bem dentro de campo.

A equipe feminina de Erechim está invicta no Campeonato Gaúcho. Foram seis jogos na primeira fase, com 30 gols marcados e apenas quatro sofridos. O foco agora é no próximo confronto, dia 11 de setembro no Parque do Galo contra o Sapucaiense, em um jogo único. Quem ganhar permanece na disputa, quem perder se despede do campeonato.

“Não é porque o Sapucaiense fez uma campanha não muito boa que temos o jogo garantido. Não é porque vamos jogar em casa que temos a vitória. Nossa equipe é qualificada, tem condições de seguir na competição e ser campeã, só não podemos perder o foco” destaca o técnico Vilmar Ribeiro.

Trajetória

O time feminino do Atlântico FC foi criado em 2011, ano que já alcançou o terceiro lugar no Campeonato Gaúcho. Em 2012, a equipe de Erechim conquistou o segundo lugar. E em 2013 o time conseguiu se consagrar campeão gaúcho. Em 2015 novamente o Atlântico FC foi vice campeão gaúcho e agora, em setembro de 2016, as meninas chegam às quartas de final como as favoritas ao título. Se o time conquistar o Gauchão estará automaticamente classificado para a Copa do Brasil.

Dedicação

Todos os finais de semana e feriados, 26 meninas passam pelo campo do Parque do Galo para treinar com a camisa do Atlântico.  “As meninas são super dedicadas. Muitas delas saem correndo do serviço para treinar, deixam de sair nos sábados para estarem a disposição do time. Algumas são mães, outras trabalham ou estudam, e mesmo assim chegam no campo com todo foco possível” elogia o supervisor do Atlântico FC, Itamar Domingos Ceron.

Segundo Ceron, a equipe conta com meninas de Erechim e de outros municípios da região. Algumas jogadoras inclusive já atuaram em outros times e até mesmo na Seleção Brasileira.

Paixão pelo futebol

Aos 13 anos, Karla Chaves Loureiro começou a jogar futebol, no time da escola em que estudava. Participava de competições escolares até que pessoas do ramo viram em Karla um potencial a ser aproveitado. Aos 14, a lateral esquerdo foi convidada para entrar para a equipe de Crisciúma – SC. Tempo depois, a erechinense passou a integrar o time de Pelotas. Devido seu destaque na equipe, Karla foi convocada para a Seleção Brasileira feminina sub-17. Ela viu o sonho bem próximo, mas uma lesão a impediu de seguir esse caminho. Desilusão que a afastou por três anos do campo.

Foi no Atlântico, em 2015, que ela viu a paixão pelo futebol reacender ao ser convidada para a equipe erechinense. “O que me fez querer retornar para o futebol foi o sonho, a emoção, o amor à modalidade. Quando se vivencia essa realidade a sensação é única. O ar que se respira ao bater uma bola é diferente, é único. E foi o Atlântico que me deu essa oportunidade” relembra Karla.

Hoje, com 23 anos, a jogadora vê o futebol feminino no Brasil avançando pouco, “dando passos curtos” como ela diz. “Já a nível municipal estamos dando passos maiores. O Atlântico vem desenvolvendo um projeto muito importante, oferecendo estrutura para a gente treinar. Temos uma comissão técnica preparada, com estudo e experiência. Posso dizer que estamos vivendo aqui um semi-profissional” comemora a lateral.

Categorias de base

O Atlântico FC pretende criar categorias de base, para investir em meninas de 13 a 16 anos que gostem de jogar futebol e queiram iniciar a carreira. “O Atlântico está de portas abertas. Em nossa região existe muito material humano, meninas com grande potencial, basta ir lapidando aos poucos. Por isso estamos criando essa oportunidade, um trabalho que visa melhorar o futuro do futebol feminino” explica Ceron. 

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