O Estádio Aquático Olímpico está vivo novamente, com arquibancadas cheias e piscinas em movimento. Durante toda a manhã os atletas vão competir nas primeiras provas de natação das paralimpíadas Rio 2016. Os paratletas do time brasileiro de natação viram como foi o apoio da torcida na Olimpíada e contam com a mesma vibração durante suas provas.
“Acho que um fator especial vai ser a torcida do Brasil. Tive minha família em Londres e Pequim, mas [o especial] são as pessoas de fora que vão se unir a essa família. O público vai ser diferenciado. Nem a gente que já participou de outros jogos tem a noção dessa força da torcida”, disse André Brasil, dono de dez medalhas nas duas últimas paralimpíadas - sete de ouro e três de prata.
Clodoaldo Silva, destaque da natação e também da cerimônia de abertura, ao acender a pira paralímpica, afasta qualquer nervosismo por nadar em casa. “E essa pressão nos faz bem, não o contrário. A gente nada com prazer, alegria. A gente quer se divertir com muita responsabilidade, mas queremos fazer o nosso melhor. E as coisas vêm fluindo”, disse à Agência Brasil.
André Brasil, no entanto, não esconde a expectativa de encontrar o público. “A gente vai adorar, é um impulso diferenciado. Vai ser a nossa décima segunda camisa, vai trazer um resultado diferente do que a gente espera”. Mas, ao mesmo tempo, ele pede paciência à torcida. Antes do sinal que dá início à prova, cada nadador precisa de um momento de silêncio e introspecção.
“Eu só peço um pouco de calma às pessoas. Se elas estão gritando naquele momento da largada, fica muito difícil concentrar. É preciso só um pouquinho de cautela. Porque aquele momento de subir no bloco é único e mágico. As pessoas têm que estar prontas para o soar dostart [e começar a torcer]”.
Ícone da natação brasileira e medalhista nas Olimpíadas de Londres e Pequim, César Cielo foi à vila dos atletas conversar com os nadadores brasileiros na última terça-feira (6). O objetivo foi passar tranquilidade e experiência. “Vim conversar com o pessoal da natação, bater um papo com eles. Experiência de atleta para atleta. É uma competição de luxo, mas não é diferente de um mundial ou de um panamericano. Só vim falar isso, que eles têm que nadar como sempre nadaram. Às vezes, a gente fica nervoso e deixa passar”.