O Curso de Fisioterapia da URI promoveu uma roda de conversa com o grupo de dança “Vovós sim, velhas jamais” como parte das atividades da disciplina de Projeto Integrador IV, que propõe aos acadêmicos a elaboração de propostas de extensão na comunidade. A iniciativa deste ano trouxe como foco o envelhecimento com saúde e funcionalidade.
O grupo, dirigido e coreografado pela professora Meliza Rizzi, reúne mais de 20 participantes entre 50 e 80 anos e possui reconhecimento nacional e internacional. Premiações em eventos de dança em Joinville, Curitiba e Buenos Aires destacam a atuação do grupo. Durante o encontro, as integrantes relataram os impactos das atividades na qualidade de vida, nas relações sociais, na funcionalidade e na autonomia. Ensaios energéticos e a amizade entre as participantes têm impulsionado novos desafios, incluindo competições previstas para setembro, em Cancún/México, e em 2026, na Disney/EUA.
Além dos treinos de coreografia, as integrantes se dedicam a promoções para angariar fundos que viabilizem suas apresentações, mantendo a participação ativa e evitando isolamento. As experiências compartilhadas indicam que, embora o envelhecimento seja inevitável, a manutenção de atividades físicas e sociais pode favorecer o bem-estar e a autonomia.
A acadêmica Amanda Flach, que participou da iniciativa, falou sobre o impacto das histórias compartilhadas. “Escutar cada relato trouxe para mim inspiração, motivação e sede de vida. O envelhecimento saudável é uma escolha — e essas mulheres decidiram envelhecer de forma plena e feliz mesmo diante de algumas adversidades. Na fisioterapia, nos deparamos com pacientes com condições específicas, mas quando bem acompanhadas, essas situações não precisam limitar a vida. O grupo ‘Vovós sim, velhas jamais’ mostrou que força de vontade, energia e boas companhias impulsionam a vida em qualquer idade.”