O III Desafio Regional de Robótica, realizado em Erechim, contou com a participação da equipe “Cavalo Vendado”, representante da escola Marista da região. A instituição atuou não apenas como competidora, mas também como apoiadora da competição, colaborando na organização e incentivando alunos desde os primeiros anos escolares a se envolverem com a robótica.
O diretor Danuzio Brandelero destacou a filosofia educacional que norteia a participação dos estudantes. Ele afirmou que “é um caminho de aprendizado muito conectado com a proposta educativa da escola, no sentido de preparar os alunos para os desafios futuros. A robótica com a equipe Cavalo Vendado ensina as habilidades do futuro, contribui para a sala de aula e para a formação de uma personalidade adequada ao nosso tempo.”
Segundo Brandelero, a escola também se preparando para participar de competições nacionais. “Temos pelo menos duas grandes participações no segundo semestre: o Festival Marista de Robótica em Porto Alegre, com mais de 2.000 inscritos, e a Competição Brasileira de Robótica, em outubro, em Vitória (ES).”
Entre os alunos, o estudante do 1º ano do Ensino Médio Gabriel Pogorzelski relatou sua experiência. “Sempre achei interessante a robótica e, quando tive a chance de entrar na equipe, agarrei a oportunidade. Passei a dedicar bastante tempo, programando e aprendendo. Hoje estou expondo robôs de categorias mais complexas, como os da Competição Brasileira de Robótica, o FIRST Tech Challenge e a FIRST Robotics Competition.”
O professor Necleto Pansera Jr., que também atua como um dos organizadores, ressaltou a dimensão do evento. “A escola entra como apoiadora, junto com a associação de robótica e a prefeitura. Trabalhamos desde a criação e validação das regras até os testes dos robôs. São 21 equipes de 12 escolas, inclusive uma de Severiano de Almeida. Mais de 20 alunos e ex-alunos atuam como voluntários, meses antes já preparando tudo.”
Ele também explicou o formato das provas. “De manhã tivemos o ‘Estoura Balão’. À tarde acontece a ‘Missão Aliança’, inspirada na FIRST, em que os times precisam trabalhar juntos. E no fim do dia teremos a ‘Missão Enfrentar Obstáculo’, criada pelos professores, com rampa, brita e palitos de churrasco no caminho.”
Além das disputas, a equipe Marista também preparou dois espaços expositivos. “Temos uma mesa com jogos 3D usados para ensinar lógica e pensamento computacional, inclusive em projetos de extensão, em escolas e comunidades carentes. No outro espaço mostramos três robôs de competição de nível mais alto, incluindo um que vai disputar em Vitória”, destacou Necleto.
O evento reforçou a integração entre escolas, professores e estudantes, promovendo inovação tecnológica e preparando jovens para os desafios acadêmicos e profissionais do futuro.