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Ensino

Um destino sustentável para placas solares quebradas

Pesquisa utiliza vidro moído e cal de cascas de ostra para criar matéria-prima para a construção civil

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O material processado tem aplicação na construção civil, por exemplo, em argamassas e na estabilizaç
A acadêmica Carolina Menegolla ao lado do professor e orientador Eduardo Pavan Korf
Por Vivian Mattos
Foto Arquivo pessoal

A tempestade de granizo que atingiu Erechim em 2025 deixou marcas visíveis pela cidade: telhados danificados, estruturas comprometidas e um volume expressivo de resíduos, entre eles placas solares fotovoltaicas quebradas, materiais de difícil destinação e alto impacto ambiental. O problema, no entanto, já vinha sendo objeto de estudo e ganhou ainda mais relevância diante do cenário pós-desastre.

 

O estudo
O tema é o foco de uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), por meio do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da acadêmica Carolina Menegolla, do curso de Engenharia Ambiental e Sanitária. Orientado pelo professor Eduardo Pavan Korf e co-orientado pelo professor William Levandoski, o estudo propõe o reaproveitamento dos resíduos das placas solares para a produção de um cimento sustentável, utilizando o vidro moído e a cal produzida a partir de cascas de ostra como matéria-prima. 

 

Base para a pesquisa
O estudo teve como base a dissertação de mestrado de Mariana Krogel, do Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental (PPGCTA) concluída em 2025, que utilizava vidro de placas solares misturado à cal obtida de cascas de ostra e um ativador alcalino para produzir um cimento alternativo. 
Carolina seguiu com a proposta, mas eliminou o reagente químico, criando um material composto exclusivamente por resíduos. “A Carolina fez uma modificação importante e produziu um cimento totalmente a partir de resíduos, sem acrescentar ativador alcalino, o que torna essa tecnologia muito mais viável de ser aplicada”, destacou o professor Eduardo.

 

Processo de produção 
O processo começa com a coleta das placas danificadas e a remoção do vidro, que passa por moagem até atingir a granulometria adequada. A cal foi produzida a partir de cascas de ostra coletadas no litoral de Santa Catarina. No laboratório, o material é submetido a testes de resistência, lixiviação e impacto ambiental. “Desenvolvemos testes quanto à resistência do material e à contaminação de solo e água. Comparamos os resultados com a literatura para tornar esse material viável para uso na construção civil”, relatou Carolina.
Os ensaios realizados em laboratório indicam que o material possui potencial de aplicação em argamassas e na estabilização de solos, áreas amplamente utilizadas na construção civil.

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