21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Expressão Plural

A história das Copas: 1994 e o fim da espera

teste
Everton
Por Everton Ruchel
Foto Arquivo pessoal

A FIFA assumiu o risco de organizar a Copa do Mundo de 1994 em um país onde o futebol buscava espaço diante de esportes como o beisebol e o basquete: os Estados Unidos. A sede foi definida em disputa contra Marrocos e Brasil. Os jogos foram realizados em grandes estádios originalmente projetados para o futebol americano, adaptados às dimensões do “soccer”. O forte verão, com altas temperaturas, e os horários das partidas ajustados para atender à televisão europeia (entre meio-dia e uma da tarde) criaram um ambiente desgastante para os atletas.

O Mundial também consolidou mudanças nas regras: a vitória passou a valer três pontos, substituindo o sistema de dois. O número de substituições também aumentou de duas para três. E os uniformes passaram a trazer o nome dos jogadores nas camisas, além da numeração também na parte frontal.

Pela última vez, o torneio manteve 24 seleções. Além dos Estados Unidos, estiveram presentes Alemanha, Itália, Espanha, Irlanda, Noruega, Bélgica, Holanda, Grécia, Bulgária, Romênia, Suécia, Suíça, Rússia, Brasil, Argentina, Colômbia, Bolívia, México, Nigéria, Camarões, Marrocos, Arábia Saudita e Coreia do Sul. Entre os destaques estiveram as ótimas campanhas de europeus emergentes: a Suécia terminou em terceiro lugar, a Bulgária alcançou a semifinal após eliminar a Alemanha, e a Romênia chegou às quartas de final.

Pelo lado sul-americano, chamou atenção a conturbada campanha da Argentina, que iniciou bem a competição, mas ficou para trás depois do escândalo de doping envolvendo Diego Maradona, excluído da Copa ao ser flagrado no exame após a vitória sobre a Nigéria. Sem seu principal líder técnico, os argentinos perderam força e foram eliminados nas oitavas de final para os romenos.

Outra seleção da América do Sul a ficar marcada em 1994 foi a Colômbia. Tida como favorita ao título para muita gente, a equipe foi eliminada na primeira fase com uma vitória e duas derrotas, uma delas com gol contra do zagueiro Andrés Escobar, para os Estados Unidos. Dias depois, de volta à Colômbia, o jogador foi assassinado com seis tiros por membros do Cartel de Medellín.

No Brasil, o tempo sem vencer a Copa do Mundo chegou a 24 anos, e a sequência de fracassos levou o futebol brasileiro à uma crise de identidade. O estilo da seleção foi muito discutido entre quem queria a tradição ofensiva e quem buscava por maior equilíbrio. O ciclo começou sob o comando de Paulo Roberto Falcão, mas a campanha irregular levou à sua saída. Carlos Alberto Parreira assumiu como técnico em 1992, com Zagallo como coordenador, formando uma dupla que buscava pragmatismo e eficiência. Jogadores presentes no Mundial anterior estavam barrados, como Romário.

Nas Eliminatórias, o Brasil oscilou, correndo risco de não se classificar, até que Romário voltou. Na última rodada, contra o Uruguai, o atacante marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 que garantiu a classificação e mudou o rumo da equipe.

Na Copa, o Brasil iniciou vencendo a Rússia por 2 a 0, Camarões por 3 a 0, e empatando em 1 a 1 com a Suécia, avançando como líder do grupo. Nas oitavas de final, superou os Estados Unidos por 1 a 0. Nas quartas, venceu a Holanda por 3 a 2, com gols de Romário, Bebeto e Branco. Na semifinal, reencontrou e derrotou a Suécia por 1 a 0, com gol de Romário.

A final, no Rose Bowl, em Los Angeles, reuniu Brasil e Itália. Após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação, a decisão foi aos pênaltis, na primeira final de Copa decidida dessa forma. Nas cobranças, Roberto Baggio mandou para fora o último chute italiano e o Brasil venceu por 3 a 2, conquistando o tetracampeonato mundial e encerrando a espera que durava desde 1970.

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas

;