21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Expressão Plural

A história das Copas: 2006 e o quadrado do fracasso

teste
Everton Ruchel.jpeg
Por Everton Ruchel
Foto Arquivo pessoal

A Copa do Mundo de 2006 começou ainda no ano 2000, em uma das eleições mais disputadas da história da FIFA. A Alemanha venceu a concorrência de África do Sul, Inglaterra e Marrocos, garantindo o direito de organizar o torneio europeu. A vitória alemã foi decidida por margem mínima, em um processo cercado de bastidores intensos. O Mundial também passou a evidenciar de forma mais clara o chamado “Padrão FIFA” de organização, com estádios modernos, logística centralizada, zonas de torcedores e uma padronização visual e comercial que se tornaria marca registrada das edições seguintes.

Em campo, não se viu quase nenhuma inovação na parte tática. A única novidade foi a respeito da vaga automática para o campeão, que deixou de existir. Assim, o Brasil teria de jogar as Eliminatórias. A Copa ainda teve a participação de Inglaterra, França, Itália, Espanha, Holanda, Portugal, Suécia, Suíça, Croácia, Polônia, Tchéquia, Ucrânia, Sérvia e Montenegro, Argentina, Paraguai, Equador, Estados Unidos, México, Costa Rica, Trinidad e Tobago, Angola, Costa do Marfim, Gana, Togo, Tunísia, Japão, Coreia do Sul, Irã, Arábia Saudita e Austrália.

O Brasil chegava como o grande favorito para o sexto título. Sob o comando de Carlos Alberto Parreira, a seleção era melhor que a de 2002 e reunia um ataque que ficou conhecido como “quadrado mágico”, formado por Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Adriano. O ciclo reforçou essa expectativa, pois a seleção conquistou a Copa América de 2004 com um time alternativo e a Copa das Confederações de 2005 com autoridade, mesmo sem contar com titulares como Cafu, Roberto Carlos e Ronaldo.

No entanto, a preparação para o Mundial foi desorganizada. A concentração da equipe na Europa virou um ambiente aberto, com presença constante de imprensa, patrocinadores e torcedores, interferindo diretamente na rotina e no foco do elenco. O clima festivo e o excesso de euforia contrastava com a exigência de uma competição de alto nível.

Na campanha, o Brasil venceu seus três jogos na fase de grupos. Fez 1 a 0 na Croácia, 2 a 0 na Austrália e 4 a 1 no Japão. Nas oitavas de final, eliminou Gana com vitória por 3 a 0, partida em que Ronaldo se tornou o maior artilheiro da história das Copas até ali, com 15 gols. Apesar dos resultados positivos, o desempenho não convencia.

Nas quartas de final, veio o confronto contra a França. Em um jogo facilmente controlado pelos franceses, Zinedine Zidane comandou a vitória por 1 a 0, eliminando o Brasil e encerrando precocemente a campanha da equipe considerada favorita. O quadrado mágico não funcionou como se esperava e simbolizou um dos grandes fracassos da história da seleção brasileira, mostrando que o favoritismo, por si só, não ganha Copa do Mundo.

Correndo por fora, a Itália construiu sua trajetória até o título. Em meio a mais um escândalo de manipulação de resultados no futebol italiano, o Calciopoli, a seleção encontrou no Mundial uma forma de resposta dentro de campo. A campanha começou com vitórias sobre Gana e Tchéquia, além do empate com os Estados Unidos. Nas oitavas, venceu a Austrália. Nas quartas, superou a Ucrânia. A semifinal contra a anfitriã Alemanha foi decidida na prorrogação, com vitória italiana por 2 a 0.

A final colocou frente a frente Itália e França, em Berlim. O jogo começou com gol de pênalti de Zidane, respondido por Marco Materazzi de cabeça. Na prorrogação, o momento mais marcante: Zidane, em sua última partida como jogador, foi expulso após dar uma cabeçada em Materazzi, após o italiano ofender a irmã do francês. Após o 1 a 1, a decisão foi para os pênaltis e a Itália venceu por 5 a 3, conquistando seu quarto título mundial.

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas

;