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Dia Nacional do Café celebra tradição, encontros e memórias

Entre aromas e xícaras compartilhadas, os encontros em cafeteria há 24 anos transformam o café em símbolo de amizade, memória e convivência

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Por Carlos Silveira
Foto Arquivo pessoal

 Poucos aromas são tão acolhedores quanto o do café recém passado. Presente nas casas, empresas, encontros familiares e rodas de conversa, a bebida ganhou um espaço especial no calendário brasileiro. Celebrado em 24 de maio, o Dia Nacional do Café homenageia um produto que atravessa gerações, movimenta a economia e faz parte da identidade cultural do país.

 O café chegou ao Brasil no século XVIII e, ao longo do tempo, tornou-se um dos pilares da economia nacional. Atualmente, o país segue como maior produtor e exportador mundial, movimentando bilhões de reais e gerando milhares de empregos em toda a cadeia produtiva, desde o campo até a xícara servida ao consumidor.

 Mas o significado do café vai muito além da economia. A bebida carrega simbolismos afetivos ligados à hospitalidade, amizade e convivência. Em muitas famílias brasileiras, oferecer um café representa acolhimento e proximidade. No interior do Rio Grande do Sul, o tradicional “cafezinho” continua sendo companheiro inseparável das conversas, reuniões e encontros do cotidiano.

 Em Erechim, um desses espaços de convivência é a Cafeteria Romani, onde há mais de duas décadas um grupo de amigos mantém viva a tradição dos encontros em torno de um bom café. A jornalista, escritora e presidente da Academia Erechinense de Letras, Zeni Bearzi, define o local como um símbolo de amizade e compartilhamento de histórias.

 Segundo ela, os encontros representam “amizade verdadeira, companheirismo, confidências e conversas descontraídas, sempre acompanhadas de um bom café”. Há 24 anos, o grupo mantém o hábito de se reunir, cultivando memórias, trocando experiências e fortalecendo vínculos humanos em meio à correria do cotidiano.

 Para Zeni, cada encontro carrega leveza e significado. “Entre um café e outro, as amizades vão sempre se renovando e se fortalecendo. Um brinde ao café”, resume.

 A tradição dos encontros também acompanha a evolução do setor cafeeiro. Pequenos produtores investem cada vez mais em cafés especiais, métodos artesanais e experiências gastronômicas diferenciadas. Cafeterias modernas valorizam a origem dos grãos, os processos de torra e os diferentes sabores, transformando o consumo da bebida em uma verdadeira experiência cultural.

 Especialistas destacam ainda que o consumo moderado de café pode trazer benefícios à saúde, como melhora da concentração, estímulo cerebral e aumento da disposição. Ainda assim, o equilíbrio segue sendo fundamental.

 Em tempos de rotina acelerada e conexões digitais, o café continua ocupando um espaço raro e especial: o de aproximar pessoas. Seja em casa, no trabalho ou em uma cafeteria tradicional, a bebida segue aquecendo encontros, preservando amizades e mantendo viva uma tradição que atravessa gerações.

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