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Associação Aquarela ocupa a Tribuna Livre

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Associação Aquarela ocupa a Tribuna Livre e destaca trabalhos e dificuldade financeira.JPG
Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação - assessoria de imprensa

Usando da Tribuna Livre na noite da última segunda, a Aquarela (Associação Pró Autista de Erechim) destacou aos vereadores e comunidade presente um pouco de sua história, das realizações que resultaram em um grande trabalho até o momento, como da atual situação financeira que enfrentam.

Ao se manifestarem aos presentes, integrantes da Associação lembraram o ano de 2009, momento em que começou o movimento em prol do autismo em Erechim, onde se percebeu a extrema importância de se dar atenção a causa, pois a necessidade de conhecimento e informação era grande em relação ao tema.

Em março de 2010, com a participação voluntária de um grupo de pessoas, a Associação era oficialmente constituída, propondo-se, desta forma, a prestar serviços à comunidade. “Fomos acolhidos por esta Casa, onde foram realizadas inúmeras reuniões de estudos aprofundando os conhecimentos, leituras e discussões, partilhando-os com a comunidade, em especial com os pais dos autistas”.

Posteriormente, o objetivo era o atendimento direto às crianças, jovens e adultos com autismo, bem como prestar suporte as famílias. “Nosso grande desafio era estimular e desenvolver ao máximo a capacidade e potencial que todo autista possui usando diferentes instrumentos desenvolvidos ou adaptados”.

Foram elencadas as atividades propostas através de oficinas pedagógicas de música com o foco na musicoterapia, artes, psicomotricidade, informática, atendimento psicológico, trabalho da assistência social, com oficinas com a psicóloga e arteterapeuta que atua junto ao grupo de pais, da secretária e da auxiliar de serviços gerais.

A entidade iniciou seu funcionamento em agosto de 2011 e a partir de abril de 2012 em sede alugada. Os atendimentos começaram com 11 autistas e suas respectivas famílias. “Momento também, que se firmava convênio com a prefeitura municipal, através da Pasta de Educação”.

Após a Associação firma convênios com os municípios da região com o objetivo de prestar atendimento direcionado ao autista, constituindo-se em um diferencial da entidade.

A Aquarela tem como objetivo oferecer às crianças, jovens e adultos com autismo atendimento cognitivo e terapêutico multidisciplinar, de forma assistencial, apoiando e orientando às famílias dos usuários, visando o seu desenvolvimento, autonomia e integração social.

Também busca oportunizar a integração dos autistas à sociedade, como garante a Constituição Federal, sem discriminação. “Nesse sentido, zela pela defesa dos direitos dessas pessoas, com vistas a assegurar-lhes vida digna e desenvolvimento integral, valendo-se de métodos e técnicas específicas para o aprendizado dos autistas”.

“A realidade da Associação mudou, acolhemos hoje 36 autistas, sendo 8 provenientes de municípios da região atendidos através de convênio e hoje está enfrentando grave dificuldade financeira. Com despesas de R$ 15 mil mensais, em média, precisa manter as atividades e, para isso, organiza eventos como pedágios, brechós, campanha de arrecadação do I.R, projetos, entre outros”, pontuou Marilei da Rosa.

Também lamentou que alguns usuários deixam de receber atendimento pela dificuldade financeira de manter profissionais nas 20 horas de funcionamento, realizado no turno da tarde, das 13h ás 17h. “A Associação também é procurada por famílias com suspeita de diagnóstico e outras com diagnóstico já definido, encaminhadas por escolas, CRAS, Secretaria de Saúde e por outros setores para orientação, avaliação e encaminhamentos necessários, ampliando a fila de espera pela carência de horários e profissionais.

“A demanda é grande e, diante do exposto, fica clara a necessidade de ampliarmos horários de atendimento aos usuários em turno integral. O trabalho com autista deve ser rotineiro e sistemático para que os conhecimentos sejam incorporados em sua vida cotidiana. Assim, faz-se necessário a ampliação da carga horária dos funcionários e profissionais da Associação. Entendemos que é nosso dever nos preocuparmos com essas crianças, e que essa necessidade é de utilidade pública, elas possuem em média três anos de idade e já devem estar recebendo o atendimento especializado”, finaliza.

Vereadores, por sua vez, elogiaram o trabalho de toda a equipe da Associação, lamentando a atual situação financeira em que se encontra, momento em que no Brasil ocorre um grande escoamento de recursos públicos em corrupção e outros desvios de verbas públicas. 

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