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Mulher centenária comemora aniversário em São Valentim

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Por Assessoria de imprensa
Foto Divulgação - assessoria de imprensa

No dia 11 deste mês, Adelina Badin, casada com Ricardo Echer, já falecido, completou 100 anos. O centenário teve comemoração especial dos seus familiares, em São Valentim, onde residem.

Adelina nasceu em Muçum, RS, no dia 11 de março de 1917. É uma dos 12 filhos dos agricultores Jacob Badin e Rosa Balbinot. Eram três mulheres e nove homens.

Ela casou no religioso com Ricardo Echer em 1941 e no civil em 1946. Tiveram nove filhos, que lhe deram 19 netos, 23 bisnetos e 3 tataranetos.

Ela não frequentou escola, mas aprendeu a ler e a escrever em casa, sozinha, olhando seus irmãos.

Dá para a família grande testemunho de fé e de oração. Reza o terço todas as noites, sabe as ladainhas e orações em italiano.

Além do trabalho na roça, era costureira. Fazia até 14 pares de calças por mês, além de roupas para catequizandos de primeira eucaristia e crisma e até vestidos de noivas.

Sempre gostou de contar histórias, meio que encontrou, em sua pedagogia, de manter os filhos perto de si e criar clima de humor ao seu redor.

Algo que os familiares recordam é seu inseparável avental, usado para lavar roupa, recolher lenha, tirar leite e outros afazeres diários.

Exímia cozinheira, passou tempos difíceis com escassez de comida, servindo primeiro os filhos, não se importando se faltasse para ela. Em situações melhores, as refeições dominicais eram marcadas pelas sopas deliciosas. Na roça, o café da manhã passou a ser farto com pão caseiro, salame, vinho. A sua casa era o lugar preferido para os netos passarem as férias.

Na educação dos filhos, sabia manter a disciplina e dava o bom exemplo, zelando para que a honestidade passasse de geração em geração.

Preocupava-se com a saúde de todos e recorria à intercessão dos Santos e de Nossa Senhora para que tivessem vida saudável.

Participava ativamente de sua comunidade na Linha Canarinho, São Valentim. Fazia o que podia para garantir a união entre as pessoas.

Em certa ocasião, adoeceu e ficou hospitalizada, inclusive na UTI. Fez uma promessa: se ficasse curada, doaria R$ 500,00 para dez comunidades para ajudá-las em suas necessidades. Restabelecida, fez a doação prometida.

No dialeto italiano, dizia: “que o Senhor me dê a graça de criar todos os meus filhos. Depois, poderei também morrer”. Depois de seus filhos crescidos e bem encaminhados, passou a dizer: “vou morrer depois de 103 anos”. Que é o que desejam os seus familiares, para assim tê-la consigo por muito tempo.

Suas músicas preferidas e que canta até hoje são: La Verginela, Quel Mazzolin Di Fiori , La Bella Polenta...

Com seu esposo, o falecido Ricardo, marca a família pelo amor. A família guarda com emoção o seguinte fato: Ricardo, depois de cego, andando pelo pátio da casa, tocou numa flor, uma rosa vermelha e mesmo sem vê-la, tirou-a e a levou para Adelina dizendo que era linda e lha deu.

Neste aniversário centenário, todos os seus descendentes e amigos a parabenizam, lhe desejam muitos anos ainda, felizes pela sua presença e por sempre estarem aprendendo com ela.

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