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Política

CUT projeta nova greve geral

Presidente estadual da entidade visita Erechim para articular movimento

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Data da nova greve geral será anunciada pela CUT na próxima semana
Por Karine Heller
Foto Antonio Grzybovski

O presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT) do Rio Grande do Sul, Claudir Nespolo visitou a redação do Bom Dia na quinta-feira (4), juntamente com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos e coordenador da CUT na região, Fábio Adamczuk e com o presidente municipal do PT, Ivar Pavan. Em pauta, o anúncio de uma nova greve geral organizada pela Frente Popular – formada pela CUT, centrais sindicais, movimentos sociais e populares e partidos políticos de esquerda – para protestar contra as reformas Trabalhista e da Previdência que tramitam no Congresso Nacional.

“Em ambas as reformas o governo pode utilizar instrumentos para acelerar a votação, como o regime de urgência no caso da Trabalhista e de Previdência para quebrar o prazo regimental de votação. Precisamos estar atentos, já que o relatório da reforma da Previdência foi aprovado pela comissão especial e pode ir à votação no plenário em primeiro turno na Câmara e a reforma Trabalhista, que já foi aprovada pelos deputados e agora tramita no Senado Federal, pode ser votada até o final de maio”, esclareceu o presidente da CUT.

Paralização será divulgada na próxima semana

Para Nespolo, a greve geral que aconteceu na última sexta-feira (28), apesar de ter sido considerada histórica pelos dirigentes da CUT nacional, não foi suficiente para barrar as reformas. “O governo Federal está se aproveitando desse período de crise para tirar os direitos dos trabalhadores, sem levar essas reformas propostas para o debate com a sociedade. A nova greve geral, que será anunciada em Brasília durante uma grande ocupação na capital federal na próxima semana, vem para tentar frear essas reformas que estão sendo impostas”, destacou.

Nespolo frisou que a greve geral é o último recurso. “Não gostaríamos de fazer greve, mas esse movimento é necessário porque é o instrumento que temos para manifestar o descontentamento da sociedade com a reforma da Previdência e com a reforma Trabalhista, bem como com o posicionamento dos parlamentares que defendem a proposta do governo Temer”, afirmou.

Reforma Tributária poderia ser a solução

Segundo Nespolo a solução para a crise econômica nacional seria a reforma Tributária. “Essa é a reforma que o Brasil precisa. Essa é a pauta que deveria estar em curso no Congresso Nacional e não essas propostas oportunistas do governo Federal, que se aproveita da crise, para reduzir direitos adquiridos. Para isso também pedimos que as pessoas se informem sobre o que está acontecendo na Câmara dos Deputados e no Senado. É preciso estar atento e cobrar dos políticos uma posição que defenda os trabalhadores. Agora é manter a mobilização e não aceitar nenhum acordo com essas propostas. Nossa luta é e sempre será por nenhum direito a menos”, concluiu o presidente da Central Única dos Trabalhadores.

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