Nos últimos dias está em discussão em todo o Estado, um projeto do governo que prevê a continuidade da regionalização dos partos, com algumas novidades. O objetivo, segundo a Secretaria Estadual de Saúde, é organizar um sistema de cumprimento de metas na realização de partos (ao ano) e melhorar os serviços prestados.
Na Coordenadoria Regional de Erechim, a qual abrange 33 municípios, inclusive Rio dos Índios e Nonoai, o projeto tem aceitação. Contudo, o coordenador salienta que o objetivo é, ao mesmo tempo que cumprir a regra das metas por instituição hospitalar, atender de forma a população.
O Hospital São Roque de Getúlio Vargas, por exemplo, atendeu durante o ano de 2016, 181 partos. Já o hospital do município de Nonoai, 342. Ambos não atingiram a meta estabelecida pelo Estado que é de cerca de 500 partos ao ano.
De acordo com o coordenador regional de saúde, José da Cruz e o coordenador adjunto, Ivan Devensi, o hospital Santa Terezinha de Erechim é considerado uma referência nos partos de alto risco e no ano passado registrou 1.072 partos. “Aratiba, o qual também prestava esse serviço, passará a ser atendido por Erechim”. Além da questão das metas, o Estado prevê que o hospital que se credenciar à realização de partos, terá que atender também a alguns critérios, entre os quais: 50 leitos, sendo 60% dedicado às gestantes. Além da infraestrutura, o quadro de profissionais terá que ser ampliado e disponível 24 horas. A Coordenadoria terá que fazer a fiscalização das instituições”, explicam.
Na última reunião foi organizado um documento solicitando adequações ao Estado, para que municípios como Getúlio Vargas e Nonoai, não deixem de prestar o serviço.
O assunto está sendo debatido com a comissão de intergestores do Alto Uruguai Gaúcho a qual estará reunida novamente no próximo dia 16.