Uma série de reuniões sobre a exploração sustentável do carvão e o aproveitamento da tecnologia japonesa no Rio Grande do Sul, marcou o primeiro dia de trabalho do governador do RS, José Ivo Sartori em Tóquio, no Japão, durante missão internacional, juntamente com secretários de governo e empresários. Após visitar a Usina Hitachinaka Power Plant, Sartori reuniu-se com executivos da Copelmi Mineração e das empresas PWC Advisory LLC, Tokyo Electric Power Company Holdinfs (Tepco) e IHI Corporation. De acordo com o governador, há interesse e um estudo de viabilidade já concluído para construir uma usina térmica de carvão de alta eficiência, para geração de energia, no Rio Grande do Sul.
A iniciativa, com investimento de cerca de 2 bilhões de dólares, tem apoio do governo japonês. Os próximos passos dependem de liberação ambiental e posterior realização de leilão, pelo governo federal brasileiro. "O Rio Grande do Sul é estratégico porque possui 90% das reservas de carvão do Brasil e pela sua localização. Queremos ser referência no uso dessa tecnologia em nosso País, para que a exploração desse recurso seja viável econômica, social e ambientalmente", defendeu o governador.
"Existe forte articulação entre os governos gaúcho e japonês no sentido de compartilhar tecnologias e proteger o meio ambiente. Vamos receber ainda neste mês de junho o ministro de Minas e Energia, em Porto Alegre, para tratar sobre a questão do Polo Carboquímico", informou Sartori, com a expectativa de que a União forme um grupo de trabalho para encaminhar o tema.
Sobre o projeto
A ideia surgiu de uma parceria entre empresários e o governo japonês, que há dois anos analisam a qualidade das reservas de carvão existentes no Rio Grande do Sul. O diretor de Novos Negócios da Copelmi Mineração, Roberto de Faria, explicou que foram feitos testes com 400 quilos de carvão gaúcho de diferentes minas. A conclusão é que o material do Baixo Jacuí tem condições de suportar a tecnologia Super Ultra Crítica (SUC), que prevê aplicação de altas temperaturas e pressão para aumentar a eficiência e diminuir a emissão de gás carbônico de térmicas a carvão.