A Associação de Hospitais e Estabelecimentos de Saúde do Norte do Estado do Rio Grande do Sul (Hospinorte) – ofereceu, no dia 26 de julho, mais um treinamento para os seus associados. Desta vez, o tema foi o serviço de controle de infeção hospitalar. A ministrante foi a enfermeira Juliane Miorando Bortolotto, da Fundação Hospitalar Santa Terezinha de Erechim.
A profissional iniciou sua palestra fazendo uma retrospectiva histórica sobre a criação da primeira Comissão Nacional de Controle de IH, com representantes de vários Estados; a Portaria 232, de 1988, que criou o Programa Nacional de Controle de Infecção Hospitalar, transformado, em 1990, em Divisão de Controle de Infecção Hospitalar; a Lei 9431, de 1997, que obriga os hospitais manterem um Programa de Controle de Infecções Hospitalares e constituírem uma Comissão de Controle de Infecções (CCIH); as Portarias GM nº 2616 e 2998, que definem as diretrizes e normas que norteiam este programa e a CCIH, e, atualmente, as diretrizes gerais para o Controle das Infecções em Serviços de Saúde são editadas pela Anvisa.
Esses documentos foram elaborados visando buscar, controlar e diminuir o número de infecções hospitalares dentro dos estabelecimentos de saúde. Juliane explicou as competências das Comissões que são elaborar, implementar, manter e avaliar; implantar um sistema de vigilância epidemiológica das IH; adequar, implementar e supervisionar a aplicação de normas e rotinas para prevenção e tratamento das IH; capacitar profissionais e racionalizar o uso de antimicrobianos, germicidas e materiais médico-hospitalares. As Comissões também têm como função avaliar indicadores epidemiológicos; realizar investigação epidemiológica de surtos; elaborar e divulgar relatórios periódicos; adotar medidas de precaução e isolamento, limitando a disseminação de agentes; notificar as doenças de notificação compulsória e surtos devido insumos ou produtos.
A palestrante ainda falou como são transmitidas ou adquiridas as Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS). Segundo ela, pelos profissionais de saúde através de técnicas incorretas e pelas mãos; e pelo ambiente; materiais; e equipamentos.
Conforme relatou, um programa eficiente de controle de infecção hospitalar pode reduzir 30% das infecções hospitalares. Ao final, abordou medidas simples que ajudam no controle, que são: correta higienização das mãos, uso de luvas, limpeza e desinfecção de ambientes e superfícies.
A enfermeira Juliane Bortolotto também explanou sobre doenças infecto contagiosas, as precauções padrão e de isolamento.