21°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Publicidade

Região

Conflito indígena de Charrua pautou reunião entre prefeitos

teste
Prefeitos entregaram documentação para o procurador do Estado Rodinei Candeia
Por Assessoria
Foto Divulgação

O prefeito de Getúlio Vargas, Mauricio Soligo, reuniu, no início da tarde de segunda-feira (2) em seu gabinete, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, o presidente da Federação das Associações dos Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), Salmo Dias de Oliveira, o presidente da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (Amau), Beto Bordin, e o procurador do Estado, Rodinei Candeia. O objetivo do encontro foi para unir forças e buscar uma solução para os conflitos indígenas que estão acontecendo em Charrua. Além do prefeito de Charrua, Valdésio Roque Della Betta, também participaram o vice-prefeito, Luiz Carlos Franklin da Silva, e o vereador Vilseu Fontana Júnior.

            Inicialmente, o prefeito Mauricio Soligo, explicou que agendara o encontro com os colegas para mostrar solidariedade ao prefeito de Charrua, Valdésio Roque Della Betta, e como forma de dar apoio e a demonstrar a preocupação de todos com os fatos que estão ocorrendo naquele município há mais de 40 dias, com uma morte e mais de 60 casas queimadas.

O prefeito de Charrua explanou para todos a atual situação do município, que está fazendo com que aulas sejam suspensas, e a apreensão da população causada pelos conflitos entre indígenas da Reserva do Ligeiro, de Charrua. “Estamos solicitando à Funai, à Polícia Federal e ao Ministério Público, mas ainda não tivemos resultados positivos para que volte a harmonia e paz entre os indígenas. Desta forma, estamos buscando o apoio de outros municípios e entidades”, declarou o prefeito Roque. 

O procurador do Estado, Rodinei Candeia, em sua manifestação, prometeu dar toda atenção ao problema e buscar soluções em outras instâncias. Ele vai instalar um inquérito civil público e propor medidas efetivas de resgatar a ordem pública e cobrar uma solução do Estado, Ministério da Justiça e Funai. Sugeriu uma reunião com o governador do Estado, secretário de Segurança Pública do RS e presidente da Funai. Segundo ele, o que falta na reserva é estabelecer um estado mínimo de direito, que envolve segurança, educação e saúde. “Precisamos de segurança e que os atores públicos conversem para acabar com o conflito”, destacou o procurador.


Manifesto da Amau

Os prefeitos da Amau estiveram reunidos na manhã de terça-feira (3) em assembleia ordinária, na sede da entidade. Entre os assuntos tratados, foi abordado a questão dos conflitos indígenas da Reserva do Ligeiro. Como decisão aprovada pelos prefeitos, foi assinada uma manifestação da Amau em apoio a Charrua. O teor do manifesto é de ajuda ao município de Charrua no sentido de sensibilizar o governo gaúcho e a Funai para que concentrem esforços para apaziguar a comunidade indígena.

Também pedem que o governo do Estado amplie o efetivo policial no município, instalando um posto da Brigada Miliar na reserva indígena. Para a Funai, a Amau solicita urgência no atendimento das reivindicações apresentadas pelo município, no que tange a construção imediata das casas queimadas e o aporte de recursos financeiros e humanos para auxiliar neste momento de conflito.

 

Leia também

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas

;