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Estado

Aberta a Semana Estadual da Alimentação

Por Assessoria de imprensa
Foto Caco Argemi

Políticas públicas, direito à alimentação e informação, uso de agrotóxicos. Com estes temas em pauta, foi aberta no Teatro Dante Barone da Assembleia Legislativa gaúcha, a 15ª Semana da Alimentação do RS, que vai até o próximo domingo (22) com várias atividades na capital e no interior. Sob o título "Consciência Alimentar", o seminário reuniu ativistas, militantes, técnicos e representantes de entidades da sociedade civil.

Segundo os organizadores, os Conselhos Nacional de Segurança Alimentar (Consea/RS) e de Nutricionistas (CRN 2ª Região), Emater e Fesans (Fórum Estadual de Segurança Alimentar), com  apoio da Famurs e FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), objetivo principal dos debates e atividades programadas é o de estimular reflexões e ações no sentido do que possa representar a consciência alimentar para pessoas, comunidades e organizações, tanto nos aspectos de demonstração do que está sendo feito no Estado e no país, como do que se pode e do que se deve fazer para geração e aperfeiçoamento de políticas públicas comprometidas no trato com o alimento.

"Depois de todo um legado construído até aqui para banir a fome do nosso país essa sombra volta, infelizmente, a nos assustar. E temos que tratar isso com a responsabilidade que o tema e o momento exigem", afirmou o presidente do Legislativo, deputado Edegar Pretto (PT), autor da lei aprovada por unanimidade em 2016 que instituiu a Semana Estadual da Alimentação no RS. Edegar fez referência a estudos da ONU que apontam que o país, depois de sair do mapa da fome elaborado pela Organização, por conta das políticas de inclusão social e de distribuição de renda, voltou a registrar índices que apontam o retorno de populações à carência e falta de alimentos.

"Isso é fruto de uma decisão política e por não se ter os cuidados necessários com essa questão, e certamente por aqueles que não imaginam o que é o ser humano não poder se alimentar três ou duas vezes por dia", declarou Pretto, lembrando que a questão é apenas mais uma entre os vários ataques - como as reformas da Previdência, Trabalhista e terceirização - que estão sendo desferidos contra a população, principalmente a mais pobre, nesse último período. "E é por isso que essa Casa se orgulha cada vez que acolhe mulheres e homens que trazem no seu cotidiano, na sua ação de vida, esses cuidados com o ser humano, com alimentação na quantidade e na qualidade", afirmou o chefe do Legislativo gaúcho.

Os debates, coordenados por Írio Conti (Consea), abordaram questões como a visão da FAO em relação à consciência alimentar, comida que comemos e que não vemos, violação do direito à alimentação e conflito de interesses no trato com os alimentos, tendo respectivamente como debatedores Carlos Biasi (diretor da FAO/Regional Sul), Francisco Milanez (presidente da AGAPAN – Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), Miriam Balestro (procuradora de Justiça do Ministério Público do RS) e Annelise Krause (nutricionista da Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre).

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