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Economia

Bolsas da Europa fecham com euro mais forte

Por Estadão Conteúdo
Foto Divulgação

Os mercados acionários europeus fecharam em baixa nesta sexta-feira, 17, influenciados pelo discurso do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, pelas negociações do Brexit e pelo euro mais forte em relação ao dólar.

O índice pan-europeu Stoxx-600 fechou em queda de 0,30% (-1,16 ponto), aos 383,77 pontos. Na semana, houve recuo de 1,27%.

Os ganhos registrados na quinta-feira, em solo europeu, foram parcialmente dissipados nesta sexta-feira. O otimismo gerado com a aprovação da reforma tributária na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos fez com que as bolsas europeias seguissem o sinal positivo de Nova York no dia seguinte. O movimento continuou o mesmo durante a abertura, mas o sinal negativo passou a imperar após comentários de Draghi, do BCE.

Em discurso realizado em Frankfurt, Draghi foi confiante ao falar sobre a retomada da atividade na zona do euro, mas ressaltou que uma abordagem "paciente e persistente" da atuação do BCE ainda é necessária. Em relação à inflação, o dirigente comentou que o avanço dos preços ainda é parcial, apesar de os índices estarem se distanciando aos poucos dos baixos níveis recentes. "Os desdobramentos inflacionários continuam contidos", avaliou. Para ele, há pouca evidência de que a política montaria esteja afetando os lucros bancários.

Libra e euro mais fortes também pesaram nas ações. As moedas subiram em relação ao dólar ao passo em que avançam às investigações sobre a interferência russa na eleição presidencial americana do ano passado. No fim da noite de quinta-feira, foi revelado que o conselheiro responsável pela investigação, Robert Mueller, intimou integrantes da campanha do presidente dos EUA, Donald Trump, a depor, o que mostra que a investigação está chegando perto do republicano à medida que os congressistas discutem sobre a reforma tributária. A notícia exerceu uma pressão baixista contra o dólar.

A saída do Reino Unido da União Europeia (Brexit) também voltou ao radar dos investidores. O secretário britânico para o Brexit, David Davis, sugeriu que Alemanha e França estariam bloqueando as negociações do processo de divórcio. Em uma cúpula de líderes da UE na Suíça, diversas autoridades alertaram a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, de que o país terá de se esforçar mais para conseguir acordos comerciais com o bloco. A notícia chegou a enfraquecer a libra, mas não impediu que houvesse queda de 0,08%, aos 7.380,68 pontos, do índice FTSE-100 da Bolsa de Londres. Na semana, a baixa foi de 0,70%.

Em Frankfurt, o índice DAX recuou 0,41%, aos 12.933,73 pontos, com perda de 1,02% na semana. Entre as montadoras, a Daimler perdeu 0,75% e a BMW cedeu 0,56%. Já o índice CAC-40, da bolsa de Paris, fechou em baixa de 0,32%, com recuo semanal de 1,14%, tendo sido pressionado pela Renault (-0,33%) e pela Peugeot (-2,79%).

Em Madri, o índice Ibex-35 fechou em queda de 0,78%, aos 10 010,40 pontos, com baixa semanal de 0,82%. Já em Lisboa, o índice PSI-20 perdeu 0,25%, aos 5.258,75 pontos, caindo 0,81% na semana. Em Milão, o índice FTSE-Mib caiu 0,51% no dia e 2,07% na semana, encerrando a 22.092,95 pontos. 

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