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Política

Progressistas poderão ter candidato a deputado federal no Alto Uruguai

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Por Rodrigo Finardi
Foto Arquivo Pessoal

O ex-prefeito Eloi Zanella (Progressistas) falou da possibilidade do partido ter um candidato a deputado federal no Alto Uruguai. Trata-se de Carlos Pomagerski (foto) que trabalha em Brasília e já passou por vários setores na capital federal, tanto no executivo como no legislativo. Conversei com ele, para saber quem é Carlos, 30 anos, Advogado, suas aspirações, suas bandeiras e o que pensa da política atual.

Você é natural de onde?

Carlos Pomagerski: Sou natural de Gaurama, estudei em Erechim, onde minha família mora atualmente há mais de 12 anos, e fiz faculdade em Santa Maria (UFSM).

Qual sua experiência política, já que é um jovem de 30 anos?

Carlos: Sempre fui técnico e entro na Política para mudar o cenário. Tenho experiência no legislativo, como Assessor Jurídico do Deputado Luis Carlos Heinze dentro do Congresso Nacional, instituição que conheço muito bem em seus funcionamentos e trâmites e onde faço mestrado em poder legislativo.

E de executivo, conhece algo?

Carlos: No executivo, fui Assessor Especial do Ministro da Justiça, atuando em diversas atividades importantes desenvolvidas por aquele Ministério, como a Operação Lava-Jato, questões relacionadas à Segurança Pública Nacional e a revisão das demarcações das terras indígenas devido as inúmeras irregularidades. Atualmente sou Assessor no Ministério da Saúde onde trabalho com gestão, governança e combate a ilícitos e corrupção.  Atuo também no Judiciário, visto que sou Advogado, e estive presente em reuniões importantes como as para definir o paradigma do marco temporal nas demarcações indígenas e questões afetas.

Você conhece as necessidades e demandas do Alto Uruguai?

Carlos: Quero continuar levantando a bandeira da agricultura, setor que tenho envolvimento e experiência no trabalho conjunto que desenvolvi com o deputado Heinze. Continuar defendendo a propriedade privada, como já fazia no Congresso e Ministério da Justiça (contra demarcações e ampliações irregulares), e também pretendo fazer um trabalho para desenvolver nossas indústrias e comércio.

Você fala bastante de tecnologia e troca de experiência com outros países. Do que se trata?

Carlos: Estamos fechando um tratado, por iniciativa minha e com o apoio do deputado Heinze, de cooperação com a Embaixada de Israel e pretendemos trazer tecnologia de ponta em diversos setores, queremos inclusive montar uma delegação para a Agritech em Israel um dos maiores encontros do mundo do setor agrícola. Israel pode ajudar também na saúde, com tecnologia de ponta, em educação (só a Universidade Hebraica tem 8 prêmios Nobel enquanto o Brasil não possui nenhum) e segurança pública. Semana que vem já farei uma visita ao Rio Grande do Sul com o embaixador e no futuro, teremos encontros e eventos na região. Pretendo ouvir as reinvindicações da região e estar atento às necessidades de quem pretendo representar.

O que pensa da política atual?

Carlos: A política atual está desgastada e beirando o colapso. Existe uma crise de representatividade, o povo não consegue se enxergar em seus “representantes”, sem contar na corrupção endêmica que tomou conta desse estado regulamentador e ineficiente. Precisamos de renovação com pessoas honestas e com capacidade técnica para tentar reverter o caos instalado.

Como está o clima em Brasília?

Carlos: Estamos num clima pré-eleitoral, a base do governo está tentando aprovar as reformas pretendidas (exemplo a reforma da previdência) e para isso vai fazer uma reforma Ministerial onde cargos e emendas serão utilizados como moeda de troca para apoio. E enquanto isso os políticos estão usando emendas parlamentares para conseguirem apoio nos estados. Precisamos acabar com essa política clientelista do “toma lá dá cá”.

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