Euro R$ 3,94 Dólar R$ 3,34

Publicidade

Política

Lava jato: Cabral diz que anel foi 'presente de puxa-saco' dado para agradá-lo

Por Estadão Conteúdo
Foto Divulgação

O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), disse que o anel de cerca de R$ 800 mil (220 mil euros) comprado pelo empresário da Delta, Fernando Cavendish, para a então primeira-dama do Rio Adriana Ancelmo, em Nice, "foi um presente de puxa-saco", dado para agradá-lo. Cabral também declarou que o empresário mentiu no depoimento da segunda-feira, 4, ao dizer que o objeto foi um "anel de compromisso" com o ex-governador. A contrapartida ao mimo, segundo Cavendish, teria sido a participação da Delta nas obras de reforma do Maracanã para a Copa de 2014.

"Esse pobre sujeito está desesperado por esta acusação de ter lavado mais de R$ 300 milhões. Ele vai mudando a versão dele de acordo com os interesses da acusação. Ele me deu a oportunidade de dizer ao senhor (juiz Marcelo Bretas) que ele é um mentiroso. Ele me entregou o anel de presente, um presente de puxa-saco, querendo me agradar e que foi devolvido", disse Cabral, em interrogatório na tarde desta terça-feira, 5, para a 7ª Vara Federal Criminal.

Questionado por Bretas se não seria estranho aceitar um presente de tão alto valor, Cabral respondeu que não sabia o seu preço. "Não perguntei o valor do presente, seria uma indelicadeza", disse. 

O ex-governador também negou que o anel tenha sido usado como moeda de troca para a obra. "Ele (Cavendish) está desesperado com medo de ir para a cadeia de novo. Tenta converter um presente dado um ano antes da licitação em negociata. Eu devolvi o anel em 2012 e não quis mais conversa com ele, rompemos relações", comentou Cabral, que afirmou ser "risível" a acusação de Cavendish.

O acusado também disse que os empresários que contaram ter repassado propinas para ele "são dignos de pena". Também negou favorecimento em licitações e voltou a admitir o uso pessoal de caixa dois.

"Nunca recebi propina, nem no Maracanã, nem em nenhuma obra. O que recebi dessas empresas foi colaboração de campanha e eles misturam colaboração de campanha com propina", disse.

Nesta terça-feira, Cabral compareceu para depor no processo que investiga supostas fraudes em licitações em obras do Estado, como na reforma do Maracanã e no PAC das Favelas. Também serão interrogados Hudson Braga, ex-secretário de Obras da gestão de Cabral, e empresários que tinham contratos com o Estado.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), a denúncia se refere aos pontos de interseção entre dois supostos esquemas criminosos. Eles são investigados nas Operações Calicute e Saqueador, "referindo-se especificamente às tratativas levadas a efeito pelos executivos das empreiteiras Delta, Andrade Gutierrez, Carioca Engenharia, Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, Camter e EIT".

As investigações abordam suposta fraude nas licitações de dois conjuntos de obras executadas pelo governo do Rio com recursos federais, "além da formação de grupo cartelizado que atuava para eliminar a concorrência nas grandes obras públicas executadas por aquele Governo estadual", segundo o MPF.

Leia também

  • Lançada frente parlamentar sobre o câncer na mulher

    Com a proposta de ser um fórum permanente de debates, especificamente, para tratar questões do câncer de mama e do câncer do colo de útero no Estado do Rio Grande do Sul, foi lançada na terça-feira (12), a frente parlamentar sobre o câncer na mulher na Assembleia Legislativa, presidida pela deputada estadual Liziane Bayer (PSB). A cerimônia de instalação da frente, que tem na vice-presidência o deputado Edu Oliveira (PSD), na ocasião representado por sua assessora Carla Slongo, ocorreu no salão Júlio de Castilhos reunindo representantes de entidades como a Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama) e o Instituto da Mama RS (Imama), e apoiadoras da causa. Em nome da Femama e do Imama/RS, a presidente das entidades, Maira Caleffi, ressaltou que a estrutura contribuirá para que um grupo de deputados dedique sua atenção para o câncer da mulher, buscando sanar dificuldades que comprometam agilidade e qualidade do diagnóstico e tratamento da doença. Também foram presenças a vice-presidente do Imama, Beatriz Moser, a gestora de marketing Samsara Nyaya Nunes e as voluntárias da instituição. A representante da Secretaria Estadual da Saúde, Nadiane Lemos disse que o trabalho da frente, a partir do levantamento de dados a ser feito, fortalecerá o serviço do Estado na melhoria e qualificação do atendimento. A presidente da frente, deputada Liziane Bayer - autora da Lei Outubro Rosa RS - destacou a alegria de poder oportunizar o canal de discussão para o tema ao encontro do que se propõe o Legislativo gaúcho enquanto casa dos grandes debates.

  • Agência de Desenvolvimento assina acordo com BRDE

    Parceria prevê atividades conjuntas para a promoção do desenvolvimento regional integrado

Publicidade

Publicidade

Blog dos Colunistas