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Economia

Ainda a mais cara apesar da redução

Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

Erechim tem a cesta básica mais cara do país, juntamente com Porto Alegre, já que as variações de preço entre a capital do Estado e a Capital da Amizade são mínimas. Assim, o conjunto dos alimentos essenciais que compõem a cesta básica não sai por menos de R$ 444. Esta realidade foi revelada pela Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado na tarde de quarta-feira (6).

O segundo preço mais elevado do país é de São Paulo com R$ 423 seguido de Florianópolis com R$ 415. O estudo mostra que o custo da cesta básica diminuiu em novembro em 17 das 21 cidades pesquisadas.

Segundo Ademir Fávero, proprietário de um supermercado em Erechim e vice-presidente da Rede União, composta por 15 empresas, o custo da cesta básica em Erechim não muda muito em relação à capital, ficando em torno de R$ 444, tendo pouca variação. No entanto, é preciso fazer algumas considerações sobre o valor da cesta, já que a pesquisa feita pelo Dieese mede os hábitos de consumo do cidadão, isso faz com que varie a composição da cesta básica entre os estados, podendo oscilar para mais ou menos.

No caso do Rio Grande do Sul esse critério interfere no preço final, explica Fávero, já que o gaúcho de um modo geral tem o hábito de consumir mais carne, que tem valor elevado. Este item contribui para aumentar o custo da cesta básica no RS.

Entre outubro e novembro, o comportamento dos preços da banana, açúcar, tomate e feijão em Erechim acompanharam a realidade nacional, predominando a diminuição nos valores. A banana e o feijão - alimento mais preferido dos brasileiros, abaixaram em média 10% o preço.

Conforme Fávero, essa redução se deve a uma safra estável sem quebra de produção, e um consumo reprimido, fazendo com esta combinação de mais oferta e menos consumo diminua os preços.

De acordo com a pesquisa, ao longo de 12 meses o valor da cesta apresentou redução em todas as cidades pesquisadas no país. A cesta básica é composta por carne, leite, feijão, arroz, farinha, batata, tomate, pão, café, banana, açúcar, óleo, manteiga.

Salário mínimo

Conforme a Constituição Brasileira o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Assim, para saber quanto custa tudo isso, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em novembro deste ano, o salário mínimo necessário para a atender uma família de quatro pessoas deveria ser equivalente a R$ 3.731,39, ou 3,98 vezes o mínimo de R$ 937. A cesta básica do Sul do país de R$ 444,16 equivale a 51% do salário mínimo real R$ 937, isto é, sobram R$ 493 para atender moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. Será que dá?

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