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Saúde

Primeiro dia do ano registra cinco nascimentos

Até a tarde de ontem (2), sete crianças vieram ao mundo em 2018 no hospital Santa Terezinha

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Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

Cinco bebês vieram ao mundo no primeiro dia de 2018 em Erechim. Até ontem à tarde, mais duas crianças haviam nascido. Os sete nascimentos foram registrados no hospital Santa Terezinha de Erechim. No hospital de Caridade não foram registrados partos nesse período.

O primeiro bebê nasceu por volta das 9h8, de parto normal. Luis Augusto é filho de Andreia Mattos e Marcelo Grazioli e nasceu de 39 semanas, com 3,355 kg. A família é de São Valentim.

Já o segundo bebê, Arthur, nasceu às 12h54, 2,320 kg, de cesárea. Filho de Rosangela Filippi (43) e Adair, Arthur tem dois irmãos: Kelyn (23) e Tiago (10) e a família reside no interior de Aratiba. 

A mãe afirma que nem imaginava que pudesse ser gravidez. "Primeiro foi um susto mas depois foi muita alegria. Era para ele ter nascido após o dia 15, mas quis vir antes, acredito que para coroar as festas da família que é muito animada", destaca. 

O médico ginecologista e obstetra Nelson Sabadin salienta que pacientes como o caso de Rosangela, com mais de 35 anos, exigem mais cuidados, exames específicos para acompanhar o processo de formação do bebê, além de observação quanto aos riscos de parto prematuro e alterações de pressão. "Rosangela chegou ao hospital Santa Terezinha quando a bolsa já estava rompida. Ao mesmo tempo que desencadeou trabalho de parto, o colo não dilatou. Tal situação fez com que a mãe e o bebê estivessem em uma situação delicada e sob riscos. Contudo, o bebê nasceu muito bem, mesmo sendo prematuro, de 35 semanas, não precisou de oxigênio e logo ficou com a mãe", relatou o especialista citando que até a meia noite do primeiro dia do ano, haviam nascido cinco bebês no hospital Santa Terezinha, sendo quatro partos normais e uma cesárea. "O primeiro foi normal, de forma humanizada, sendo que a mãe já havia realizado uma cesárea", cita.

Segundo Nelson, a maioria das mulheres pode ser submetida a trabalho de parto normal, com poucas situações em que a cesariana é indicada desde o início. Contudo, se o bebê estiver atravessado na barriga, por exemplo, entre outros casos, é preciso fazer uma cesariana. "Temos que pensar que talvez seja a única experiência de entrar em trabalho de parto, que sabemos que às vezes é doloroso, demorado, mas é algo único até para a criação do bebê que terá um nascimento melhor. Outro fator é a união com os pais, pois o parto tem essa função, não somente médica mas também cultural. Diante disso é válido que a paciente esteja bem preparada e que o parto seja bem conduzido", explica. 

Atenção antes, durante e depois

Após o nascimento, entre os cuidados que fazem a diferença no desenvolvimento do bebê é a amamentação. Conforme o médico, pelo menos os primeiros seis meses devem ser sem chazinho, pois há estudos que demonstram que a amamentação até os dois anos é benéfica, tanto na relação entre a mãe e o bebê, como também de prevenção de alergias, por exemplo. "O segundo fator é o ambiente de tranquilidade para o bebê, com a presença do pai e da mãe, que essa criança seja acolhida, amada", pontua, citando que o hospital Santa Terezinha possui uma equipe materno-infantil preparada para atender às gestantes da região. "Temos uma preocupação muito grande com o resultado. Atuamos para atender com qualidade", declara. 

Unicef convoca as nações de todo o mundo 

O Brasil é uma das nações que têm se destacado por reduzir a mortalidade infantil e na infância. A taxa de mortalidade de crianças menores de 1 ano foi reduzida em mais de 25% de 2005 a 2015. 

"Para 2018, a resolução de Ano Novo do UNICEF é ajudar a dar para cada criança mais do que uma hora, mais do que um dia, mais do que um mês - e sim uma vida longa, plena de direitos e oportunidades", afirmou Jane Santos, especialista em Saúde e HIV do UNICEF no Brasil. "Pedimos aos governos e parceiros que se juntem à luta para salvar a vida de milhões de crianças, fornecendo soluções comprovadas e de baixo custo. É preciso priorizar a formação continuada dos profissionais, sobretudo das áreas de saúde, educação e assistência social".

No próximo mês, o UNICEF lançará Every Child Alive (Toda Criança Viva), uma campanha global para exigir e oferecer soluções de cuidados com a saúde, acessíveis e de qualidade para cada mãe e recém-nascido. Esses incluem um fornecimento constante de água potável e eletricidade nas instalações de saúde, a presença de um atendente de saúde hábil durante o parto, desinfecção do cordão umbilical, amamentação na primeira hora após o nascimento e contato pele a pele entre a mãe e a criança. 

 

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