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Saúde

Baixa na demanda por mamografias

Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

Os municípios que abrangem a 11ª Coordenadoria Regional de Saúde de Erechim estão com vários exames de mamografia disponíveis à população. A densitometria (exame que vai avaliar e diagnosticar casos de osteoporose ou de outras doenças que atingem os ossos) é outro exame oferecido. As informações são do coordenador regional, José da Cruz e foi concedida em entrevista exclusiva ao Bom Dia na tarde de sexta-feira (5).

Ao passo que vários setores da saúde registram uma demanda significativa, a área da mamografia apresenta uma realidade diferenciada e que traz preocupação aos profissionais que atuam na área.

Conforme Zé da Cruz, é fundamental alertar a população sobre a relevância da prevenção e dos trabalhos na atenção básica. "Há casos que a procura por alguns exames não está sendo muito significativa. Isso depende do médico mas também dos pacientes que devem fazer questionamentos na hora da consulta", pontua, citando que trabalhar a prevenção pode trazer economia na recuperação. "Há exames que são ofertados pelo sistema que são laboratoriais. A população tem esses exames à disposição", destaca.

Funcionamento

Silvana Badalotti atua na coordenação do planejamento da 11ª CRS e Lisandra Stumm na regulação das consultas. Elas explicam que há três serviços de mamografia na região, ofertados no Hospital Santa Terezinha, Hospital São Roque de Getúlio Vargas e Hospital Beneficente de Nonai. Os exames estão distribuídos às instituições por meio de cotas, sendo a primeira que abrange a faixa etária de 50 a 69 anos. O hospital Santa Terezinha disponibiliza 400 exames/ mês à população. A segunda cota é dos 35 a 49 e acima dos 69 anos e tem contabilizado 180 exames.

Já na faixa etária dos 50 aos 69, em Getúlio Vargas, há 245 exames e na outra faixa tem disponíveis 160 exames.

Em Nonoai, na primeira e na segunda faixa etária são 85 exames disponíveis ao mês.

Exame que faz a diferença na prevenção

A médica ginecologista e obstetra erechinense, Paula Vendruscolo Tozzatti, explica que ainda há falta de conscientização por parte da população em relação à fazer as revisões periódicas. "Sendo assim os encaminhamentos acabam não sendo feitos e por sua vez, os exames também não são efetuados. Outro fator que pode influenciar nas "sobras" de exames é a dificuldade de estrutura quanto aos deslocamentos de algumas pacientes", comenta.

A médica diz ainda, que o município de Erechim, por exemplo, conta com equipamentos de qualidade e profissionais competentes atuando na realização do exame. "A mamografia é de extrema importância pois é o método que faz o diagnóstico precoce do câncer de mama. Atualmente a doença é curável quando descoberta de forma precoce. A forma de descobrir é fazer o rastreamento como forma de prevenir", reitera.

Em relação aos mitos sobre o exame, a especialista salienta que hoje em dia as pessoas estão mais esclarecidas, mas ainda há pacientes que questionam sobre a realização da mamografia, principalmente quanto à técnica do exame que aperta os seios. "Cabe a nós médicos esclarecer que não é prejudicial, não causa lesões permanentes na mama. Outra dúvida é quanto à irradiação da mamografia. Há pacientes vem ao consultório e dizem que não vão fazer o exame por receio de que a mamografia pode causar câncer, mas isso não é comprovado. A irradiação é muito baixa para provocar esse problema", explica.

Por outro lado

Já no que se refere a procedimentos como ecografia, tomografia e ressonância, a 11ª Coordenadoria contabiliza uma demanda muito expressiva.

 

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