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Economia

Festa Di Bacco inicia hoje com safra boa e muitas atrações culturais

Festa Di Bacco inicia hoje com safra boa e muitas atrações culturais

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Por Ígor Dalla Rosa Müller
Foto Ígor Dalla Rosa Müller

O produtor de uva niágara e rubi de Erechim Celso Nossal, localizado na Linha América está satisfeito com a produção e o valor da fruta neste ano. Na tarde de hoje, a partir das 17h ocorre na propriedade de Celso e de Adão Centenaro a abertura da Festa Di Bacco e da colheita da safra da uva 2018. Celso estima que a safra atual vai ter um crescimento de 10% em relação ao ano anterior. A maior parte da produção é vendida a outros agricultores que utilizam a uva para fabricar vinhos artesanais. O restante é comercializado em feiras e mercados.

Celso destina cerca de três hectares para o cultivo da variedade Niágara rosa e branca e mais uma área para a Rubi. A destinação de toda a produção é local. “Até agora estou satisfeito, porque não tem muito que estragar, é só colher e comercializar”, afirma. Ele ainda tem na propriedade a produção de pêssego, figo e leite para completar a renda familiar.

Segundo o assistente técnico regional da Emater Luiz Ângelo Polleto, responsável pela fruticultura, no último ano houve uma redução de 140 hectares de parreirais na região Alto Uruguai. Atualmente, a área utilizada para a cultura é de 560 hectares. Erechim e Barão de Cotegipe, os municípios mais tradicionais neste cultivo, foram os que mais reduziram área. “Muito mais por falta de mão de obra, não por renda, já que atividade da uva em Erechim é altamente lucrativa”, explica.

Em contrapartida, observa Polleto, outros municípios estão investindo na produção de uva como Floriano Peixoto, São Valentin e Benjamin Constant do Sul. “Eles têm mantido e ampliado suas áreas, aumentado a produtividade e também buscando, a partir desta colheita, que será muito boa, ampliar suas áreas”, ressalta.

Polleto enfatiza que a safra deste ano está boa e a expectativa é colher mais do que ano passado. A média deve passar de 20 toneladas por hectare. “A produção da região ainda é pouco para atender o mercado local, porque muito produto consumido aqui vem de fora. Tem mercado, principalmente em Erechim”, completa.

Para o extensionista da Emater Edgar Frank, que também atua com cultura de videiras, o parreiral do produtor Celso de modo geral está bom. “Tem algumas deficiências, que podem ser corrigidas, mas no mais está bom”, comenta.

Edgar afirma que o preço está satisfatório e vai ajudar os produtores a aumentar a renda neste ano. Segundo Informativo Conjuntural da Emater, a cultivar Niágara rosa ou branca está R$ 3 o quilo, e a variedade Rubi chega a R$ 6 o quilo, se compradas diretamente do produtor. “O valor cobre os custos de produção da Rubi, apesar de ser um parreiral coberto, tendo investimento maior, mas ainda tem retorno”, acrescenta Edgar.

Festa Di Bacco

Conforme a rainha da 17ª edição da Festa Di Bacco Andreia Cechet, o evento é muito importante para a agricultura familiar e a produção e comercialização da uva. Para Andreia é uma honra representar a festa, que tem uma missão muito importante, fortalecer os laços com a agricultura familiar; incentivar a comercialização e a permanência do agricultor no campo; e, fazer um resgate cultural, por uma das etnias que colonizaram a região, trouxeram seus costumes, e os primeiros ramos de videira, que sustentaram as famílias que aqui se instalaram, salienta.

Outro papel importante da festa é promover o desenvolvimento do turismo rural, os passeios turísticos, valorizar a região e aproximar as pessoas da cidade e do campo. “Temos coisas maravilhosas na região, belezas naturais, culinária, cantinas e parreirais”, destaca.

A rainha destaca que o turismo rural é um dos fatores que contribui com o desenvolvimento da atividade agrícola, geração de renda e comercialização dos produtos da agricultura familiar.

Ela salienta que o historiador Enori Chiaparini vai acompanhar os passeios e fazer um resgatado da história de Erechim, da Festa Di Bacco e dos produtores. “Uma oportunidade única e muito boa, que a festa proporciona a população”, enfatiza.

Outro ponto importante é que neste ano foram incluídas as agroindústrias e cantinas no passeio, além do Vale dos Parreirais. O visitante poderá conhecer a choperia Ágape, a agroindústria de embutidos Bandiera entre outras empresas. “Não só a uva e o vinho, mas outros produtos”, acrescenta.

Andreia ressalta que este é um ano especial já que Erechim está completando 100 anos e convida a região para participar da programação da Festa Di Bacco. “A participação da população é muito importante porque não somos nós que realizamos a festa, mas a presença do público”, conclui. 

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