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Saúde

Insônia: a vilã da qualidade de vida

Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

O sono pode ser definido por um período de repouso para o corpo e a mente, durante o qual a força de vontade própria e a consciência estão em inatividade parcial e completa. Diante disso, a insônia é caracterizada pela dificuldade em dormir ou permanecer dormindo. Também está relacionada ao fato de a pessoa tentar voltar a dormir após ser acordada por algum evento externo. Uma noite de sono mal dormida pode gerar problemas de saúde, estresse durante o dia e até mesmo ser um indício de depressão. Antes de tudo, é preciso compreender que para ser diagnosticado com algum distúrbio do sono é preciso que um especialista analise os sintomas e avalie as possíveis causas que estejam atravancando a continuidade do sono ou mesmo os problemas que estejam levando a pessoa a ter dificuldades para começar a dormir.

Conforme o médico otorrinolaringologista que atende no Centro Hospitalar Santa Mônica, Gustavo Lucca, dormir bem não se resume a apenas ter tantas horas de sono por dia, pois o descanso à noite envolve vários fatores, entre eles: - adormecer em até 30 minutos; acordar no máximo uma vez na madrugada (duas para os idosos); dormir durante 85% do tempo em que se está na cama; ficar no máximo 20 minutos acordado na madrugada após um despertar (30 minutos se idoso).

Já a quantidade de sono necessária por dia varia de acordo com a faixa etária. A Fundação Nacional do Sono dos Estados Unidos, concluiu recentemente que a quantidade de sono necessária para adultos acima de 18 anos fica entre sete a nove horas. "Recém-nascidos precisam de 14 a 17 horas de sono por dia. Bebês entre quatro e onze meses necessitam 12 a 15 horas. Conforme a idade aumenta, a necessidade de sono diminui. Crianças de um a cinco anos precisam de 10 a 14 horas; dos seis aos treze a recomendação cai para 9 a 11 horas. Já os adolescentes de 14 a 17 anos devem dormir de oito a nove horas por noite para manter a saúde em dia", explica.

Ainda segundo o especialista, passar mais de 24h sem dormir pode resultar em: confusão mental; raciocínio lentificado; coordenação motora lentificada; problemas de memória; irritabilidade; hipoglicemia; aumento ou diminuição da pressão sanguínea; prejuízo na capacidade de julgamento (decisão racional); desmaio; delírio e alucinação; queda da imunidade; acidentes (especialmente automobilísticos). 

Gustavo cita que a privação do sono de qualidade de forma crônica aumenta ainda o risco de diabetes; hipertensão arterial; doenças cardiovasculares; obesidade; envelhecimento precoce; infecções; depressão; transtornos de ansiedade; agressividade e estresse; problemas sexuais; artrite; dor crônica; acidente vascular cerebral; perda de massa muscular; menor crescimento em crianças e adolescentes; tremores e tiques e psicoses.

Dicas

Para prevenir tais problemas, algumas mudanças simples de hábitos podem ajudar a melhorar a qualidade do sono: 

Realizar refeições leves a noite; manter uma boa hidratação durante o dia, pois a mucosa nasal precisa estar bem hidratada ou senão ela provoca sensação de obstrução nasal, o que pode levar a má qualidade e até privação do sono; 

Tentar manter o hábito de dormir e acordar sempre na mesma hora, mesmo nos finais de semana; 

Fazer exercícios físicos apenas no período diurno;

Manter o quarto bem arejado e com temperatura agradável;

Evitar cafeína, nicotina e álcool as últimas horas do dia;

Evitar dormir mais de uma hora durante o dia depois das três da tarde; 

Se estiver deitado por mais de trinta minutos sem conseguir pegar no sono, sair da cama e fazer algo que busque relaxamento como um banho quente ou ler um livro sob a luz de um abajur em outro cômodo. 

"Vale lembrar que a luminosidade, movimentos e sons da televisão, vídeo-game, celular e computador inibem a melatonina e dificultam o sono, portanto devem ser evitados meia hora antes do horário de dormir", alerta o médico. 

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