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Região

Palestra sobre intoxicação por agrotóxicos e uso de EPIs em Quatro Irmãos

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Por Assessoria de Imprensa
Foto Divulgação

Os profissionais do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest/AU) realizaram palestra sobre o uso de Equipamento de Proteção Individual (EPIs) e proteção de intoxicação por agrotóxicos para trabalhadores rurais e comunidade do município de Quatro Irmãos.

De acordo com a enfermeira, Sandra De Ré Busatta, desde a década de 1950 o processo tradicional de produção agrícola sofreu drásticas mudanças, com a inserção de novas tecnologias visando a produção extensiva o que acabou envolvendo em sua maioria o uso extensivo e abusivo de agrotóxicos, com a finalidade de controlar doenças e aumentar a produtividade. Segundo ela, o Brasil, desde 2008, é o maior consumidor de produtos agrotóxicos do mundo.

A enfermeira explica que o comportamento do agrotóxico no ambiente é bastante complexo, independentemente do modo de aplicação, pois possui grande potencial de atingir o solo e as águas e, qualquer que seja o caminho do produto no meio ambiente, invariavelmente, o homem será seu potencial receptor.

A intoxicação por agrotóxicos pode ocasionar tonturas, cólicas abdominais, náuseas, vômitos, dificuldades respiratórias, tremores, irritações na pele, nariz, garganta e olhos, convulsões, desmaios, coma e até mesmo a morte. As intoxicações crônicas — aquelas causadas pela exposição prolongada ao produto — podem gerar problemas graves, como paralisias, lesões cerebrais e hepáticas, tumores, alterações comportamentais, entre outros. Em mulheres grávidas, podem levar ao aborto e à malformação congênita.

“Entendemos que trabalhando em parceria com os gestores e profissionais de saúde dos municípios da região, abordando amplamente a temática, elucidando de maneira ampla a problemática do uso de agrotóxicos na atividade agrícola, por meio de uma prática profissional direcionada à saúde do trabalhador, iremos colaborar para a promoção de saúde e prevenção de agravos aos trabalhadores rurais e a todos, que de algum modo, estão expostos aos perigos da má utilização de agrotóxicos,” complementa a enfermeira.

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