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Política

Jairo Jorge aposta em regionalização do governo

Pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PDT cumpre agenda política no Alto Uruguai

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Por Karine Heller
Foto Karine Heller

O jornalista, ex-prefeito de Canoas e pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul pelo PDT, Jairo Jorge cumpre agenda política na região do Alto Uruguai durante essa semana. Na segunda-feira (26), Jairo Jorge concedeu entrevista, acompanhado do vice-prefeito de Erechim, Marcos Lando (PDT), do presidente municipal do partido, vereador André Jucoski, do coordenador regional, Alencart Loch e do deputado estadual e líder da bancada do PDT, Gilmar Sossella.

A extensa agenda inclui visitas a diversos municípios, culmindando com a realização do seminário de debates RS Tem Solução, que acontece na quarta-feira (28), às 19h, na Câmara de Vereadores em Erechim. “Já visitei 368 cidades do Rio Grande do Sul e até maio pretendo percorrer todos os 497 municípios do Estado. Tenho como premissa de que, quem quer ser governador, tem que conhecer o Rio Grande na palma da mão, os problemas e também as potencialidades de cada região”, afirmou o pré-candidato.

O PDT foi o primeiro partido do Rio Grande do Sul a definir o nome que participará do pleito eleitoral de 2018 para o governo do Estado. Apesar de ainda precisar cumprir as formalidades das convenções partidárias, os pedetistas do RS já tem o nome que estará à frente do partido nas eleições de 7 de outubro. “O PDT já definiu essa questão um ano antes da eleição. Essa decisão foi tomada no dia 5 de outubro do ano passado. Tomamos a nossa escolha e somos o primeiro partido a trilhar os municípios do Rio Grande do Sul”, declarou.

Regionalização do Estado

De acordo com Jairo Jorge, uma de suas propostas é regionalizar o governo em conformidade com os Conselhos Regionais de Desenvolvimento (Coredes). “Para o Alto Uruguai, assim como para as outras regiões, temos como meta criar um escritório regional do governo, com um secretário filho da terra que possa ser os olhos, os ouvidos e a voz do governador nos municípios. Além disso, é preciso também que o governador visite cada região. Nossa ideia é que cada sexta-feira e sábado estejamos cumprindo agenda em cada uma das 28 regiões do Estado. Com isso, a cada semestre o governador estará aqui, por exemplo, no Alto Uruguai, transferindo a capital do RS para Erechim para ouvir os prefeitos, vices, vereadores, lideranças regionais e a população”, disse.

Conforme o pré-candidato, o maior elogio que um político pode receber é a crítica construtiva, porque permite corrigir o que está errado. “Quem estiver à frente do governo do Estado tem que fazer isso. Tem que ouvir a comunidade. As pessoas têm que fazer parte não somente do problema, mas principalmente da solução. E, para isso, é necessário engajar e mobilizar os gaúchos para que possamos retirar o Rio Grande do Sul dessa crise”, pontuou.

Modelo de governança

Essa proposta de um novo modelo de governança é defendida pelo pré-candidato do PDT, para que as pessoas estejam inseridas na gestão pública. “Temos com isso um novo modelo de governança. Uma estrutura que possa centralizar os serviços em todas as regiões do Rio Grande do Sul. Hoje, os prefeitos da região não têm a quem recorrer quando precisam solucionar alguma demanda. Com a criação de escritórios regionais iremos encurtar esse caminho e tornar o diálogo entre Estado e municípios mais eficiente e eficaz”, declarou.

Proposta de mudança

Jairo Jorge afirmou que o Rio Grande do Sul precisa mudar. “Nós queremos ser uma mudança segura para o Estado. Entendemos que a população não quer o que foi, não quer o que está, mas também não quer uma aventura, como está acontecendo hoje em Porto Alegre, onde o atual prefeito, Nelson Marchezan Júnior (PSDB), mergulhou a cidade na maior crise da sua história. Nós somos essa mudança segura. E, é isso que eu tenho buscado nessas andanças. Já foram mais de 85 mil qulômetros percorridos por todas as cidades”, disse.

O pré-candidato afirmou que a crise do Rio Grande do Sul é grave. “Para sairmos dessa situação, defendo dois caminhos. Primeiro fazer o Rio Grande do Sul voltar a crescer e restruturar a gestão com economicidade. Além disso, precisamos de um Estado que valorize o servidor público, que valorize o que é público e que torne o Rio Grande do Sul mais eficiente, mais leve, mais enxuto e mais resolutivo. Ao mesmo tempo, tem que fazer a economia crescer desburocratizando e reduzindo a carga tributária. É isso que defendo - menos burocracia, menos impostos, mais empregos, mais desenvolvimento e com isso,melhoria na arrecadação do Estado”, afirmou.

Busca de investidores

Em relação à busca de investimentos, para concretizar sua proposta na melhoria da arrecadação, Jairo Jorge disse que é necessário criar políticas públicas atrativas. “Com a melhora na arrecadação e economizando recursos, teremos um Estado mais leve, e vamos poder melhorar a educação, a saúde e a segurança, que é o que o Rio Grande do Sul precisa. Além disso, nós temos que ser um Estado mais rápido, para que os empreendedores acreditem no Rio Grande. Hoje ninguém acredita no Estado e por isso deixam de investir aqui. Temos que retomar esse caminho. Menos burocracia e menos impostos vão gerar mais empregos e mais desenvolvimento. Fiz isso como prefeito em Canoas e acredito que esse caminho é o certo. Tem solução mágica? Não tem. Mas o Rio Grande tem solução”, enfatizou o pré-candidato.

Acesso asfáltico

De acordo com Jairo Jorge, 64 municípios não tem nenhum acesso asfáltico no RS. Na região da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau) são 11 municípios. “Resolver essa demanda é prioridade absoluta, com a retomada da capacidade de investimento, através de parcerias público-privadas. Por isso, a proposta de regionalização, porque as demandas das regiões são particulares. Tem lugares que não tem problema de asfalto. Mas aqui essa é a demanda principal. Porém, não faço promessas. Me comprometo em trabalhar. Temos que ter o pé no chão, com novas perspectivas, pois o Rio Grande do Sul tem que voltar a crescer”, finalizou Jairo Jorge. 

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