Um encontro com prefeitos da Associação dos Municípios do Alto Uruguai (Amau), nesta terça-feira (8), teve a presença da coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde, Maria Helena Dalmaso, e um alerta importante: a região precisa se unir contra as doenças causadas pelo mosquito aedes aegypti.
Segundo Maria Helena, são 25, de 32 municípios do Alto Uruguai que possuem infestação do mosquito. “Temos uma situação muito preocupante. Vocês (prefeitos), imaginem se em uma cidade apenas tivermos alguma pessoa infectada? Poderemos ter um novo surto de dengue, chikungunya, zika e febre amarela, que são doenças transmitidas pelo mosquito. Precisamos que todos os municípios se empenhem para eliminar estes focos”, disse aos gestores municipais.
Ela alertou que aumentou muito o número de municípios infestados pelo mosquito nos últimos anos e isso tem aumentado o nível de alerta das autoridades sanitárias. Maria Helena elogiou algumas iniciativas que tem sido tomadas em alguns municípios para amenizar os possíveis efeitos causados pela presença do mosquito, mas alertou que outros precisam se mobilizar.
“A única maneira de eliminarmos o mosquito, é acabar com os criadouros, que estão na água parada. Alguns municípios já identificaram que até mesmo o uso de água da chuva tem servido de criatório. O problema é que a população guarda de maneira incorreta a água da chuva. Em termos ecológicos, é correto este tipo de atitude, mas em termos epidemiológicos tem se tornado uma catástrofe”, acrescentou.
Segundo a especialista, os municípios precisam ter ações enérgicas e que comecem a eliminar os focos do mosquito.
Evolução de municípios infestados por mosquito aedes aegypti na região Alto Uruguai
2010 – 2 municípios
2013 – 3 municípios
2014 – 4 municípios
2015 – 5 municípios
2016 – 10 municípios
2017 – 14 municípios
2018 – 25 municípios