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Saúde

Saldo positivo no combate ao Aedes

Município tem queda no índice de infestação pelo mosquito

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Por Izabel Seehaber jornalismo@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

A missão da equipe de Vigilância Sanitária de Erechim, no combate ao mosquito Aedes Aegypti, é contínua. Ao todo, mais de 30 agentes de combate às endemias percorrem a cidade para averiguar a situação dos imóveis com o intuito de prevenir a infestação pelo mosquito. Nos últimos dias, os resultados são mais otimistas.

Conforme o diretor da Vigilância em Saúde, Aldo Diligenti, foi registrada uma diminuição de 3,6% no índice de infestação predial, sendo que no primeiro levantamento deste ano estava em 5,2% e agora passou para 1,6%. 

"Conseguimos, pela estratégia de trabalho criada e também pela ação dos agentes, reduzir o índice para 1,6%, uma mudança significativa mas ainda não chegou ao esperado pela equipe de trabalho", destaca, citando que foram efetuadas algumas medidas e a equipe atua com os agentes de combate a endemias pela manhã e tarde, fazendo inspeções no interior de imóveis e em paralelo há uma equipe que realiza o controle de pragas nas bocas de lobo, no combate as baratas e roedores. Conforme o diretor, isso também auxilia no combate ao mosquito Aedes. 

Aldo explica que o Ministério da Saúde solicita que periodicamente seja realizado um levantamento sobre a situação em cada município. "Não sabemos quando será solicitado e quais os imóveis, pois é o próprio órgão que determina. Existe no mapa os quarteirões mas eles determinam quais serão e o período a ser realizado o trabalho", comenta. 

Inspeções e resultados

O trabalho realizado no interior dos imóveis é feito também em via pública e, segundo a Vigilância Sanitária, vem contribuindo para a redução dos índices. Neste ano, foram inspecionados 46.470 imóveis sendo que há 46.025 imóveis em Erechim. "Há casos em que os agentes não conseguem realizar a inspeção, seja porque é um terreno baldio, está muito sujo ou alguma construção que impede a realização do trabalho naquele momento. Todos esses imóveis entram em um programa de recuperação cujo percentual de casos está em 18%", pontua.  

Aldo salienta que, sem colaboração, não há prevenção. Nesse contexto, a população exerce importância fundamental no auxílio ao combate do mosquito. Um dos principais problemas encontrados pelos profissionais, está relacionado à guarda da chuva. "Não é errado porém, deve ser armazenada de uma forma adequada para que não se transforme num criadouro de mosquito", acrescenta. 

Alerta permanente

De acordo com o diretor, já foram obtidos avanços mas é preciso intensificar as ações, não deixar nenhum recipiente com água acumulada. "Temos também os pontos estratégicos, com fluxo maior de pessoas ou aonde há grande quantidade de materiais, que são visitados a cada 15 dias e nos quais já foram registradas 1.018 inspeções", cita. Nestes locais é praticamente mantido o controle total, sem reincidência. 

Dinte dos resultados, Aldo reforça que a responsabilidade é maior ainda, pois é preciso intensificar as ações. "Ainda há riscos de doenças transmitidas pelo Aedes, mas não temos mosquito infectado e isso é muito importante. A redução no inverno é muito válida para que quando retornar as altas temperaturas, tenhamos uma baixa população de mosquitos. Se cada cidadão cuidar dos próprios terrenos, facilita o trabalho", destaca. 

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