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Política

Abigail Pereira é a candidata do PCdoB ao governo gaúcho

Candidata à presidente da República, Manuela esteve na convenção do PCdoB
Por Assessoria
Foto Bruno Alencastro/Divulgação

Cerca de 600 delegados lotaram o auditório do Novotel Porto Alegre neste sábado, 04, na Convenção Eleitoral do PCdoB-RS. O evento contou com a candidata a presidência da República pelo partido, Manuela D'Ávila, e confirmou Abigail Pereira para o governo do Estado e Everlei Martins como candidato ao Senado.

O encontro também aprovou Tiago Souza da Silva, vereador de Campo Bom, como candidato a vice-governador e os suplentes ao Senado, Solange da Silva Carvalho, que é vice-presidenta do CPERS e João Carlos Camargo, dirigente do MST. As chapas à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal também foram referendadas.

Em sua fala, Manuela, fez um retrospectiva de sua carreira política, iniciada na UJS (União da Juventude Socialista) e no PCdoB, no final dos anos 1990. Manuela fez um agradecimento especial aos militantes do PCdoB do RS e ao povo gaúcho, pelas grandes votações e a confiança que sempre obteve nas suas candidaturas. "Na vida real, foram vocês que permitiram que eu tivesse tantas vezes votações tão significativas e um trabalho bem avaliado". 


O Brasil diante de dois projetos

"O nosso Hino Nacional diz que o Brasil é um 'sonho intenso'! Quando olhamos para o que ocorreu com o golpe, que retirou uma presidenta legitimamente eleita, e todos os retrocessos que estão ocorrendo, isso nos coloca diante de uma grande responsabilidade: construir uma ampla unidade em defesa do Brasil, em defesa deste sonho de justiça e igualdade, de um futuro melhor", afirmou.

Manuela fez um alerta: o Brasil está, nesta eleição, diante de dois projetos. O lado daqueles que defendem a destruição do Estado; o Estado mínimo para o povo, para manter os lucros dos bancos, sem universidade pública, sem ciência e sem direitos - referindo-se a reforma trabalhista e a Emenda 95, que congelou os recursos para saúde, educação, segurança e assistência social por 20 anos. Para ela, isto significa abrir mão do desenvolvimento. "Desafio que me apontem um país desenvolvido sem um Estado forte", declarou.

De outro lado, segundo ela, estão os que acreditam que o Estado é fundamental, que é importante uma nação soberana. "O Estado não só deve existir, mas deve ajudar nosso país a reencontrar o desenvolvimento. Queremos que o Brasil se desenvolva combatendo desigualdades. Precisamos gerar 25 milhões de empregos”. 

Manuela também conclamou, mais uma vez, a unidade. "Nossos adversários são todos os interesses contrários ao Brasil. A nossa alegria é dos que acreditam que é possível transformar este país"

 

Novo futuro para o Rio Grande e para o Brasil

Abigail Pereira, única mulher na disputa pelo governo do Estado, denunciou o processo de desmonte que o Rio Grande vive sob o governo Sartori e reforçou o que disse Manuela sobre o caráter da eleição: "vamos debater que modelo de Estado o Rio Grande precisa para enfrentar a crise. Se é dos cortes e do desmonte, ou se é do investimento, desenvolvimento e da promoção dos direitos", disse. 

Abigail também destacou o papel das mulheres na luta por uma sociedade mais justa, com menos desigualdade."Hoje, as mulheres ten sido as mais prejudicadas pelos retrocessos nos direitos. Mas, por outro lado, tem ido às ruas e dado exemplo de mobilização e luta aqui e no mundo".

Ainda, segundo ela, "defendemos um novo futuro para o Brasil e para o Rio Grande, afinal não dá para o nosso estado vencer a crise sem que haja um novo projeto nacional de desenvolvimento".

 

Em defesa da liberdade

O candidato ao Senado, Everlei Martins, será provavelmente o mais jovem na disputa. Militante das causas LGBT, Everlei fez questão de destacar a luta pela liberdade contra todas as formas de discriminação e por mais oportunidades para a juventude. "Nossos jovens hoje estão sem perspectiva de trabalho e oportunidades, precisamos recuperar nossa capacidade de sonhar com um futuro melhor, e isso só vai se dar com uma mudança mais profunda no país", afirmou.

O PCdoB também aprovou suas nominatas para a Assembleia Legislativa e Câmara Federal, com 20 e 30 componentes respectivamente

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