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Economia

Menos cheques sem fundos em agosto

Resultado é o menor registrado para o mês desde 2010

Números de cheques devolvidos caiu em agosto
Por Da redação
Foto Ebc/Divulgação

O Indicador Serasa Experian de Cheques sem Fundos registrou em agosto de 2018 o menor percentual apurado para este mês em oito anos, quando atingiu 1,62% em 2010. O índice de devolução de cheques pela segunda vez por insuficiência de fundos fechou em 1,78% no oitavo mês deste ano, com o registro de 656.116 cheques devolvidos em um total de 36.904.200 de cheques compensados no país.

O indicador apresentou redução frente às 684.887 devoluções apuradas entre as 37.410.500 compensações, em julho/2018 (1,83%). Houve também queda em relação ao consolidado de agosto/2017 (1,82%), que contabilizou 768.271 devoluções em um total de 42.243.134 cheques compensados.

No acumulado de janeiro a agosto/2018, índice de cheques sem fundos foi de 1,96%, com 5.802.162 devoluções entre 295.376.524 compensações processadas no Brasil.

Para o diretor do Procon de Erechim, Edson Machado da Silva, dados positivos neste segmento não são apenas o fato de consumidores estarem mais conscientes quanto a utilização das folhas para pagamentos. “Tem alguns fatores para esse número reduzir. O que ocorre é um decréscimo na inadimplência com cheques que observamos no decorrer de 2018. O que aponta o efeito conjunto dos juros em taxas menores. A grande vilã também é a inflação que momentaneamente está sob controle. Também a redução cada vez maior do uso de cheques como meio de pagamento pelos brasileiros. Outro fator que incide são as quedas recentes, mesmo que pequenas, da taxa de desemprego, pois desde o quinto mês deste ano, de certa forma também ajudam neste processo”, aponta o gestor.

Cuidados

Edson conta que poucas são as reclamações que chegam ao Procon no que tange cheques sem fundos. Porém, ele frisa que são precisos alguns cuidados para que o consumidor use o cheque de forma consciente e evite acumulo de dívidas. “Primeiramente é preciso verificar se existe saldo positivo na conta bancária. Não gastar mais do que ganha ou do que possui em conta. Não fazer transações com os chamados cheques pré-datados. Não usar cheque especial para pagar contas da casa, pois os juros são muito altos”, aponta entre as necessidades.

Para ele, também é preciso evitar contas desnecessárias. “Se puder faça compras com pagamento em espécie e de preferência à vista”, exemplifica.

O diretor enfatiza que o Procon pode ajudar clientes que tem enfrentado problemas com cheques devolvidos. “Se for necessário, o Procon atende as reclamações e tenta localizar o devedor para uma renegociação. Trata-se de uma espécie de conciliação. Mas dificilmente cheques nessa situação são encaminhados ao Procon. A pessoa que recebe o pagamento em cheque pode se prevenir para saber se o cheque tem fundos. Isso pode ser feito verificando no site do Cheque Legal para a procedência física do cheque, sabendo se ele é um cheque sustado, roubado ou que tem algum tipo de bloqueio/impedimento”, explica.

Ainda de acordo com Edson Machado, assim que for verificado o estado atual do cheque, a pessoa deve acessar o site de alguma empresa de gestão de risco de crédito, como Serasa ou o SPC. “Será cobrada uma taxa, mas através desta consulta além de verificar possíveis impedimentos para o cheque, também será verificada a situação de crédito do emissor, se ele já teve cheques sem fundo emitidos, se o nome dele está negativado na praça entre outros, te protegendo de eventuais fraudes e problemas com cheque, como o estelionato de cheque sem fundo. Se você seguiu ou não estas etapas e mesmo assim, o cheque acabou sendo sem fundo, o primeiro passo que você tem que tomar é entrar em contato com o emissor de todas as formas possíveis. Comprove estes contatos, com avisos de recebimento e registre tudo isso em documentos, comprovando que você tentou o contato de todas as maneiras possíveis. Então, você deve levar o cheque para o Cartório de Protesto da cidade onde o cheque foi emitido. Você irá protestar o título. É recomendado que você leve o endereço e demais dados do emissor do cheque para o protesto, mas não é necessário. Outra dica é fazer o boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia e realizar a cobrança via Judicial, sempre cuidando para não perder prazo de prescrição do cheque emitido”, amplia Edson Machado.

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